Coamo amplia investimentos em operações industriais e verticalização de processos

Cooperativa com sede em Campo Mourão (PR) planeja aporte de R$ 500 milhões para dobrar fábrica de óleo de soja em Paranaguá
Fernando Lopes
Airton Galinari, presidente-executivo da Coamo (foto: Divulgação)

A paranaense Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, informou que planeja investir R$ 500 milhões para dobrar a capacidade de produção de sua fábrica de óleo de soja localizada em Paranaguá, no litoral do Estado, para 5 mil toneladas por dia. 

A ampliação já está em curso, e neste ano a capacidade já deverá saltar de 2 mil para 2,5 mil toneladas diárias, a partir de aportes da ordem de R$ 200 milhões. O desembolso dos demais R$ 300 milhões ainda tem de ser aprovado em assembleia de cooperados agendada para fevereiro de 2027.

A Coamo lembra que esse projeto de expansão soma-se a outros investimentos anunciados recentemente. Também em seu terminal privado no porto de Paranaguá, a cooperativa está erguendo uma fábrica de biodiesel, com aportes de cerca de R$ 400 milhões, e o maior dos projetos anunciados, que demandará R$ 3 bilhões, contempla a construção de um novo terminal portuário em Itapoá, no litoral de Santa Catarina, que está em etapa de obtenção de licenças e cujas obras deverão ter início em 2030. 

Vale lembrar que recentemente a Coamo também adquiriu, por R$ 136 milhões, quatro instalações (armazéns de grãos e depósitos para insumos) que vinham sendo arrendadas pela Belagrícola na região norte do Paraná.

Esses diferentes projetos fazem parte da estratégia da Coamo de ampliar suas operações agroindustriais e a verticalização de processos”, destacou a Coamo. Mas os novos investimentos também levaram em consideração expansão geográfica. 

“Nós crescemos em três unidades de Mato Grosso do Sul neste ano, crescemos em uma unidade do Paraná no ano passado. E, de janeiro para cá, adquirimos outras 15 unidades no norte velho, em Londrina, uma região do Paraná em que nós não operávamos, e também nos Campos Gerais. Isso, naturalmente, vai trazer mais grãos para dentro da cooperativa”, afirmou Airton Galinari, presidente-executivo da cooperativa.

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