Às voltas com os problemas causados pelo tarifaço americano sobre diversas cadeias do agro brasileiro, como carnes, pescados, café e frutas, entre outros, o Ministério da Agricultura informou que o país conquistou a abertura de 400 novos mercados para produtos do setor desde o início de 2023.
A última delas foi na semana passada, e envolveu o sinal verde das Filipinas para carne bovina com osso, além de miúdos bovinos. Outras aberturas destacadas nesse período de pouco mais de dois anos e meio foram as da China para sorgo e gergelim, as do México para carnes bovina e suína e a do Egito para o algodão.
Em boa medida graças a novas aberturas de mercado, muitas das quais para frutas – como a do Japão para o abacate Hass -, o ministério calcula que produtos menos tradicionais na pauta responderam por 21% das exportações do agro do Brasil de janeiro a julho deste ano.
Nos sete primeiros meses de 2025, os embarques setoriais renderam, no total, US$ 95 bilhões, mesmo patamar observado em igual intervalo de 2024, e garantiram participação de 49,3% nas exportações consolidadas do país. Já as importações cresceram 5,8% e chegaram a US$ 11,9 bilhões.
Os embarques do período foram encabeçados pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), com US$ 36,1 bilhões, carnes (bovina, de frango e suína), com US$ 16,7 bilhões, produtos florestais, com US$ 10,1 bilhões, café, com US$ 9 bilhões, complexo sucroalcooleiro, com US$ 7,9 bilhões, e cereais, farinhas e preparações (grupo liderado pelo milho), com US$ 3 bilhões.
Insumos importantes para o agro não estão incluídos na lista dos produtos importados pelo setor, e para alguns deles houve fortes aumentos. As compras de fertilizantes no exterior, por exemplo, aumentaram 19,8% de janeiro a julho e atingiram US$ 8,2 bilhões, enquanto as de defensivos agrícolas registraram incremento de 22%, para US$ 3 bilhões.
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