Novos mercados colaboram para manter exportações do agro aquecidas

Produtos menos tradicionais na pauta responderam por 21% da receita dos embarques setoriais de janeiro a julho
Fernando Lopes

Às voltas com os problemas causados pelo tarifaço americano sobre diversas cadeias do agro brasileiro, como carnes, pescados, café e frutas, entre outros, o Ministério da Agricultura informou que o país conquistou a abertura de 400 novos mercados para produtos do setor desde o início de 2023.

A última delas foi na semana passada, e envolveu o sinal verde das Filipinas para carne bovina com osso, além de miúdos bovinos. Outras aberturas destacadas nesse período de pouco mais de dois anos e meio foram as da China para sorgo e gergelim, as do México para carnes bovina e suína e a do Egito para o algodão.

Em boa medida graças a novas aberturas de mercado, muitas das quais para frutas – como a do Japão para o abacate Hass -, o ministério calcula que produtos menos tradicionais na pauta responderam por 21% das exportações do agro do Brasil de janeiro a julho deste ano. 

Nos sete primeiros meses de 2025, os embarques setoriais renderam, no total, US$ 95 bilhões, mesmo patamar observado em igual intervalo de 2024, e garantiram participação de 49,3% nas exportações consolidadas do país. Já as importações cresceram 5,8% e chegaram a US$ 11,9 bilhões.

Os embarques do período foram encabeçados pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), com US$ 36,1 bilhões, carnes (bovina, de frango e suína), com US$ 16,7 bilhões, produtos florestais, com US$ 10,1 bilhões, café, com US$ 9 bilhões, complexo sucroalcooleiro, com US$ 7,9 bilhões, e cereais, farinhas e preparações (grupo liderado pelo milho), com US$ 3 bilhões.

Insumos importantes para o agro não estão incluídos na lista dos produtos importados pelo setor, e para alguns deles houve fortes aumentos. As compras de fertilizantes no exterior, por exemplo, aumentaram 19,8% de janeiro a julho e atingiram US$ 8,2 bilhões, enquanto as de defensivos agrícolas registraram incremento de 22%, para US$ 3 bilhões.

Receita das exportações brasileiras de algodão cresceu 14,4% em setembro

Segundo a Anea, valor dos embarques alcançou US$ 332,4 milhões; Índia voltou a ser o principal destino das vendas

Receita das exportações brasileiras de carne de frango cresceu 14,7% em setembro

Segundo a ABPA, valor das vendas alcançou US$ 984,2 milhões; embarques de carne suína recuaram

Cresce o peso da bioenergia no setor industrial de Mato Grosso

O Estado conta atualmente com 19 usinas em operação e três em construção, segundo estudo que contou com a parceria do Bioind-MT

Resenha NPagro: O novo marco legal do seguro rural, com Pedro Loyola

Especialista da FGV Agro analisa os principais pontos da lei sancionada no fim de setembro

NPagro Clima: Excesso de chuvas no Centro-Sul também em outubro

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023