Melhora a produtividade das lavouras de trigo na região Sul do país

Segundo a StoneX, com isso a colheita nacional deverá alcançar 7,5 milhões de toneladas nesta safra, 2% menos que no ciclo anterior
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A melhora da produtividade das lavouras da região Sul levou a StoneX a elevar sua estimativa para a colheita de trigo no país nesta temporada. Segundo a empresa de informações financeiras, o volume alcançará 7,5 milhões de toneladas em 2025/26 – 2% mais que o previsto em setembro, mas ainda com queda de 2% ante 2024/25. 

A estimativa é levemente inferior ao cenário traçado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que em seu último boletim de safra calculou a colheita do cereal em 7,7 milhões de toneladas. “Com o avanço da colheita nas próximas semanas, a expectativa é que a safra se consolide com um volume semelhante ao registrado no ciclo 2024/25, mesmo diante de uma redução significativa da área plantada em relação ao ano anterior”, destacou a StoneX, em nota.

Nas contas da empresa, a área plantada alcançou pouco mais de 1 milhão de hectares, ante 1,35 milhão em 2024/25. O rendimento médio das plantações, em contrapartida, deverá crescer de 2,95 para 3,15 toneladas por hectare. 

“A tendência dos últimos meses foi de valorização do real, o que prejudica as exportações brasileiras de trigo. Contudo, mais recentemente, a moeda voltou a se desvalorizar frente ao dólar, o que tende a favorecer a competitividade nacional. Além disso, dependendo do ritmo das exportações, as importações também podem ser influenciadas, diante da necessidade de garantir o abastecimento interno do cereal”, afirma o consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

Conforme a empresa, as importações brasileiras de trigo deverão cair 4,8% em 2025/26, para 6,34 milhões de toneladas, enquanto as exportações tendem a recuar 15,2%, para 1,53 milhão de toneladas. Com esses movimentos, a StoneX prevê que os estoques finais do cereal chegarão a quase 530 mil toneladas no fim do ciclo, 26% mais que um ano antes. 

 

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