Abiove eleva estimativas para produção, processamento e exportações de soja em grão

Novos números da entidade confirmam que novos recordes serão alcançados em 2026
Fernando Lopes

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) voltou a revisar para cima suas estimativas para produção, processamento e exportações de soja em grão em 2026. Os novos números da entidade, que representa gigantes como ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Cofco, confirmam que novos recordes serão alcançados nas três frentes.

Para a produção, a Abiove passou a calcular colheita de 180,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, com altas de 0,2% em relação à estimativa anterior e de 5,3% ante o volume do ciclo 2024/25. Para o processamento, o novo cenário aponta para 63,3 milhões de toneladas este ano, com aumentos de 0,5% e 7,8%, respectivamente, e para as exportações do grão a entidade passou a indicar 115,4 milhões de toneladas em 2026, 1,1% mais que o sinalizado em junho e com avanço de 6,7% na comparação com 2025.

“Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência. A expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja”, diz Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, em nota.

Com o ajuste no volume de processamento, a produção de farelo de soja do país este ano, puxada por uma aquecida demanda interna no segmento de nutrição animal, agora está prevista em 48,7 milhões de toneladas, com crescimento de 8,5% ante 2025. No caso do óleo de soja, serão 12,8 milhões de toneladas, em alta de 7,6%, impulsionada sobretudo pela fabricação de biodiesel.

Com a revisão do volume de exportações de soja em grão, a receita com os embarques da matéria-prima este ano passou a ser projetada em US$ 49 bilhões, 12,6% mais que em 2025. A Abiove também prevê avanços das receitas com exportações de farelo de soja (15,2%, para US$ 9,1 bilhões) e de óleo (78,6%, para US$ 2,5 bilhões). No total, portanto, serão US$ 60,6 bilhões, com incremento de 14,6%.

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