A China finalmente reabriu seu mercado para a carne de frango do Brasil. O país asiático suspendeu as compras em maio, depois da confirmação de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade em Montenegro (RS). O problema se restringiu a uma granja comercial e foi superado, e o embargo chinês era o único que continuava em vigor entre os grandes importadores.
Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), de janeiro a maio deste ano a China foi o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, com compras que somaram 228,2 mil toneladas (10,4% do total), ou US$ 545,8 milhões. Mas, mesmo sem envios aos chineses durante mais de cinco meses, os embarques encerrarão o ano com bom desempenho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela ABPA, em outubro as exportações alcançaram 501,3 mil toneladas, 8,2% mais que um ano antes e segunda melhor marca mensal da história, e renderam US$ 865,4 milhões, com queda de 4,3% na comparação.
A África do Sul encabeçou as compras, com 53,7 mil toneladas, um aumento de 126,9% em relação a outubro de 2024. Em seguida vieram Emirados Árabes Unidos, com 40,9 mil toneladas (+32%), Arábia Saudita, com 36,63 mil toneladas (+66,1%), Filipinas, com 34 mil toneladas (+38,2%) e Japão, com 29,7 mil toneladas (-25,5%).
De janeiro a outubro, o volume acumulado atingiu 4,378 milhões de toneladas, mesmo patamar observado em igual intervalo de 2024, enquanto a receita foi pouco superior a US$ 8 bilhões, em leve baixa de 1,8%. “A retomada da China deverá ser um novo fator a influenciar significativamente e de forma positiva o resultado na reta final deste ano para o setor”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota.
“O desempenho de outubro é o maior desde março de 2023, quando registramos o recorde mensal do setor. Com os expressivos embarques do mês, praticamente zeramos a diferença entre os volumes embarcados neste ano e no ano passado, e revisamos as projeções para um provável crescimento em toneladas embarcadas para os 12 meses de 2025”, diz o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.
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