A estratégia da Timbaúba para dobrar de tamanho até 2030

Empresa de sucos controlada pela família Queiroz Galvão investe na ampliação de portfólio, em produção agrícola e na expansão do processamento
Fernando Lopes

A Timbaúba, empresa de sucos controlada pela família Queiroz Galvão, acaba de dar mais um passo em sua estratégia para dobrar de tamanho até 2030. Lançou na segunda-feira, em São Paulo, mais uma linha de produtos, como parte de um plano que contempla investimentos de pelo menos R$ 100 milhões em ampliação de portfólio, melhorias da produção agrícola e expansão da capacidade de processamento.

Com faturamento previsto em R$ 210 milhões em 2026, a empresa, com sede em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco, projeta alcançar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões até o fim da década. E aproveitou a APAS Show 2026, na capital paulista, para apresentar sua nova linha de refrescos GUSHY, com cinco sabores (uva, limão, frutas cítricas, frutas vermelhas e maracujá) e preços mais acessíveis que os dos sucos integrais. 

Com a GUSHY, a Timbaúba reforça um portfólio que inclui as linhas OQ Bebidas Saudáveis, JUQ (bebidas infantis), LUMI (frisantes em lata) e OQMais+, lançadas entre 2017 e 2024. A empresa investiu inicialmente R$ 10 milhões em seus refrescos, e espera que a novidade represente 5% de seu faturamento em 2026. Nos próximos cinco anos, a expectativa é que essa participação aumente para cerca de 30%. 

Puxada pelo sabor uva e forte em água de coco, a Timbaúba é líder do mercado de sucos integrais na região Nordeste, e está entre as dez maiores empresas do setor no país, de acordo com a Nielsen. “Vemos oportunidades para crescer no Centro-Oeste e no Sudeste, e acreditamos que a água de coco pode abrir portas na região Sul”, afirmou Sydney Tavares Pereira, presidente da companhia, ao NPagro.

Além de aumentar o alcance do portfólio no mercado doméstico, a nova linha de refrescos tem potencial para reforçar as exportações, outro ponto que faz parte da estratégia da companhia. Impulsionadas pelos sucos de uva e assaí, as vendas ao exterior hoje contemplam 12 países (entre os quais Estados Unidos, Japão e China) e representam 5% do faturamento. Segundo Pereira, a meta é que a fatia alcance entre 25% e 30% até 2030.

Para garantir o crescimento dos volumes de vendas, a Timbaúba também está concentrada em otimizar suas áreas agrícola e industrial. A empresa conta com 1.000 hectares irrigados em Petrolina, onde cultiva uva (600 hectares), coco (300) e assaí (15 hectares, que chegarão a 100), e está renovando áreas para ganhar produtividade. Ao mesmo tempo, planeja elevar a capacidade de processamento de sua fábrica, que hoje é de 45 mil toneladas de frutas por ano.

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