O crédito rural utilizado pela agricultura empresarial alcançou R$ 477,2 bilhões entre julho de 2025 e o último mês de junho, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura. No período, que corresponde à vigência do Plano Safra 2025/26, a Cédula de Produto Rural (CPR) se consolidou como o principal instrumento de captação, com participação de 43% no total concedido, ou R$ 205,2 bilhões
De acordo com as informações divulgadas pela Pasta, o Custeio tradicional respondeu por uma fatia de 31,5% (R$ 150,3 bilhões), seguido por Investimento, com 10,6% (R$ 50,5 bilhões), Comercialização, com 7,9% (R$ 37,9 bilhões) e Industrialização, com 7% (R$ 33,3 bilhões). Os números não incluem o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Na análise por segmento, os dados do Ministério da Agricultura apontam que o grupo Demais Empresarial, que inclui médios e grandes produtores, exceto o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).representou 44,1% do total concedido, ou R$ 210,9 bilhões, à frente da CPR. A participação do Pronamp, por sua vez, atingiu 12,9%, ou R$ 61,5 bilhões.
Entre os programas de investimento mais acessado na temporada 2025/26, a liderança ficou como o RenovAgro, que financia sistemas de produção agropecuários sustentáveis. Foram R$ 5,17 bilhões nessa frente, pouco atrás das linhas ligadas ao Pronamp (R$ 5,22 bilhões) mas à frente de Moderfrota (máquinas agrícolas), com R$ 4,2 bilhões, Inovagro (+Moderagro), com R$ 3,9 bilhões, e PCA (armazéns), com R$ 3,2 bilhões.
“O nível de execução permanece aquém da programação em todos os programas, o que é compatível com uma restrição de demanda (custo do crédito) mais do que de oferta, ainda que esta permaneça seletiva”, pontuou o ministério. No total, foram registrados 534,8 mil contratos de crédito rural na agricultura empresarial em 2025/26, dos quais quase 162 bilhões em CPRs.
Entre as fontes de recursos com juros controlados, os recursos obrigatórios somaram R$ 53,9 bilhões, seguidos pela LCA controlada (R$ 30,6 bilhões), pelos fundos constitucionais (R$ 20,7 bilhões), a poupança rural controlada (R$ 10,4 bilhões) e BNDES/Finame equalizável (R$ 9,3 bilhões). Entre as fontes não controladas, a liderança ficou com LCA (R$ 67,1 bilhões) e poupança rural livre (R$ 63,2 bilhões).
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