As exportações de carne de frango (in natura e processada) do país alcançaram 492,6 mil toneladas e renderam US$ 997,9 milhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume cresceu 24,8% e a receita foi 42,7% superior.
De acordo com a ABPA, a China foi o principal destino dos embarques nacionais no mês passado, com compras que se aproximaram de 51 mil toneladas. Em agosto de 2025, foram apenas 83 toneladas, em virtude da suspensão temporária das vendas decorrentes do foco (já superado) de influenza aviária de alta patogenicidade registrado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
Em seguida vieram Emirados Árabes Unidos, com 44,3 mil toneladas (+35,9%), União Europeia, com 42,4 mil toneladas (+1.469,1%, também por causa da influenza), e Japão, com 41,8 mil toneladas. No caso da UE, observou Ricardo Santin, presidente da ABPA, pesou para o avanço, ainda, um movimento de antecipação das importações por conta da suspensão temporária das vendas em razão de divergências sobre o uso de antimicrobianos, que entrou em vigor no dia 3 deste mês de setembro.
De janeiro a agosto, as exportações chegaram a 3,921 milhões de toneladas, com crescimento de 15,5% em relação a igual período de 2025. Já a receita acumulada subiu 21,9% e atingiu US$ 7,689 bilhões. “Esse crescimento consistente demonstra a força da demanda internacional, a diversificação dos destinos e a confiança dos mercados na qualidade e na segurança da carne de frango brasileira”, reforçou Santin.
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