Os embarques brasileiros de algodão alcançaram 106,3 mil toneladas e renderam US$ 179,7 milhões em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pela Anea, entidade que representa os exportadores do segmento. Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume cresceu 37,3% e a receita foi 45,5% superior, graças também a um aumento de 6% do preço médio das vendas. De janeiro a agosto, as vendas ao exterior superaram 2 milhões de toneladas.
De acordo com a Anea, a Índia liderou as compras de algodão brasileiro no mês passado, com participação de 25,9% no volume total. Em seguida vieram Paquistão (16,5%), Bangladesh (14%), Vietnã (13,3%) e Turquia (11%). “Essa diversificação é estratégica porque reduz a dependência de mercados específicos e torna as exportações mais resilientes”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs, em nota. “Nosso desafio é continuar ampliando mercados e fortalecendo relações comerciais de longo prazo, mas também garantir condições para escoar uma produção crescente”, disse.
PRODUÇÃO
A produção de algodão do país na safra 2025/26 foi estimada em 4,41 milhões de toneladas na semana passada pela Agroconsult. Segundo a consultoria, esse volume poderá ser entre 90 mil e 100 mil toneladas maior, dependendo do rendimento de pluma a ser beneficiado. Até 3 de setembro, informou, cerca de 35% da pluma colhida na temporada já havia sido benefciada.
Nas contas da Agroconsult, o volume previsto supera o do ciclo 2024/25 e é resultado de uma área plantada de 2,07 milhões de hectares, 6,3% menor, mas de uma produtividade média maior, conforme apurou o Rally da Safra, expedição técnica promovida pela empresa. Vale observar que o volume é também superior ao estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que trabalha com 4,1 milhões de toneladas.
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