Nova cota dos EUA para carne bovina brasileira alivia reflexos negativos de salvaguarda chinesa e trava da UE

Cota de 1,1 milhão de toneladas livre de tarifa adicional de 55% estabelecida por Pequim para o Brasil em 2026 já foi preenchida
Fernando Lopes

A nova cota de até 300 mil toneladas criada pelos Estados Unidos para estimular suas importações da carne bovina, livre do imposto alfandegário de 26,4%, já começou a aliviar os reflexos negativos para o Brasil provocados pelas salvaguardas chinesas, que já frearam as exportações brasileiras para o país asiático em 2026.

A cota dos EUA, destinada a países sem cotas específicas de exportações para o mercado americano, é dividida em três fatias mensais de 100 mil toneladas, e, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), 22,16% da fatia reservada para setembro foi preenchida até o dia 14. A entidade lembra que, caso os 100% não sejam alcançados até o dia 30, não será possível realocar o que sobrar para outubro.

“O Brasil deve ser o maior beneficiário dessa concessão tarifária, o que contribuirá para atenuar os efeitos do esgotamento da quota de exportações para a China nos meses de setembro a novembro de 2026”, observou a Abrafrigo. A cota envolve apenas exportações de aparas de carne bovina magra (beef trimmings).

Vale lembrar, também, que a medida americana vem num momento em que a União Europeia barrou a carne bovina brasileira em virtude de divergências sobre o uso de antimicrobianos. Nesse caso, a expectativa é que os embarques seja retomados apenas no ano que vem.

De janeiro a agosto, os embarques de carne bovina do Brasil para os EUA, que vivem prolongado ciclo de escassez de gado, renderam US$ 2 bilhões, com crescimento de 24,8% em relação a igual intervalo de 2025. O valor foi menor apenas que o proporcionado pelas exportações à China, que chegou a US$ 5,4 bilhões.

Neste e nos próximos meses, contudo, a tendência é de forte retração do fluxo de vendas ao país asiático, uma vez que a cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa adicional de 55%, estabelecida por Pequim ao Brasil em 2026, já terminou. “Com o esgotamento da cota de exportações do Brasil para a China, a expectativa é de que as vendas para o país asiático sejam retomadas a partir de novembro, para contabilização na cota do próximo ano”, informou a Abrafrigo.

 

Quarto foco da doença de Newcastle é confirmado em Santa Catarina

O primeiro foi identificado em Nova Itaberaba; o mais recente é o segundo no município de Nova Erechim

Itaú BBA desembolsa R$ 205 milhões à pecuária no âmbito do Programa Eco Invest Brasil

Recursos são destinados a três projetos que envolvem recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária, intensificação e rastreabilidade

BrasilAgro encerrou o 1º trimestre de seu exercício com lucro líquido de R$ 81,3 milhões

Melhora do resultado foi garantida pela venda de parte de uma fazenda na Bahia; Ebitda ajustado cresceu 47% e receita líquida aumentou 16%

NPagro Clima: Frente fria deve trazer mais chuvas ao Brasil Central

Amanda Balbino, da Ampere Meteorologia, aponta tendências para os próximos dias na região e no Centro-Sul

Resenha NPagro: Tendências para os mercados de soja e milho, com Daniele Siqueira

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023