Os abates de bovinos, frangos e suínos bateram novos recordes no país no terceiro trimestre deste ano, confirmou esta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o órgão, os crescimentos observados foram influenciados pela aquecida demanda por carnes nos mercados interno e externo, pela redução de custos com grãos depois da boa safra 2024/25, por medidas sanitárias que rapidamente ajudaram a superar o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no Brasil e por investimentos em eficiência.
De acordo com o IBGE, os abates de bovinos somaram 11,28 milhões de cabeças entre julho e setembro, com incrementos de 7,1% em relação ao segundo trimestre e de 7,4% na comparação com o terceiro trimestre de 2024.
“No segmento da carne bovina, as exportações atingiram recorde, mesmo diante da aplicação, no período, de tarifas pelos EUA, que até o segundo trimestre se mantinham como nosso segundo maior comprador, atrás apenas da China”, afirmou a gerente de Pecuária do IBGE, Angela Lordão, em nota.
Os abates de frangos, por sua vez, alcançaram 1,69 bilhão de cabeças, com altas de 3% sobre o segundo trimestre e de 2,9% em relação ao terceiro trimestre de 2024.
“A rápida retomada do status de livre de influenza aviária foi muito importante para a avicultura nacional, garantindo o acesso da carne de frango brasileira aos mercados internacionais”, disse Angela.
No caso dos suínos, foram abatidas 15,81 milhões de cabeças entre julho e setembro, com crescimentos de 4,8% e 5,3%, respectivamente. Como nos frangos, a queda dos custos dos grãos pesou favoravelmente para os avanços.
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