Ao longo dos últimos cinco anos, o argentino Gastón Diaz Perez, deixou por muitas vezes sua cadeira de CEO e presidente do grupo Bosch para América Latina em Campinas para viajar até Gerlingen, sede global da companhia.
Sua missão: convencer o board que o Brasil deveria se transformar no novo centro global de produção e desenvolvimento das tecnologias voltadas ao agronegócio da companhia. Na bagagem foram levados todos os argumentos para persuadir a direção global da empresa.
“Temos três safras por ano no Brasil. Qualquer desenvolvimento tecnológico que eu faça, eu consigo testar três vezes. Se estou na Alemanha, eu demoro um ano. Além disso, a capacidade e competitividade dos nossos engenheiros é de primeiro nível”, disse Perez ao NPagro.
Depois de muitas idas e vindas até a Alemanha, a matriz tomou sua decisão em janeiro deste ano. A partir de agora, toda tecnologia da Bosch para fabricação de produtos aplicados ao agronegócio em termos globais será liderada pelo Brasil.
“O crescimento dos nossos clientes locais, mostrando sua capacidade tecnológica, a demonstração que pudemos fazer com nossos engenheiros, mostrando o que nós podíamos fazer, foi convencendo aos poucos a matriz de que era possível”, disse Perez.
Agora, a responsabilidade global de engenharia, desenvolvimento, manufatura e produção do negócio global agro da Bosch vem para a América Latina, tendo o Brasil como o líder global do negócio.
Segundo o executivo, a equipe brasileira será a responsável pelo negócio globalmente, coordenando as atividades da Argentina, Estados Unidos e Alemanha. Para executar o plano, Perez conseguiu um investimento direcionado exclusivamente para a vertical agro da empresa.
A Bosch vai investir R$ 200 milhões nos próximos três anos apenas no desenvolvimento e produção de tecnologias aplicadas ao agronegócio. Em todos os segmentos que atua, a empresa destina anualmente cerca de R$ 1 bilhão para a América Latina em pesquisa, desenvolvimento e capex.
A Bosch está mirando na próxima onda de tecnologias voltadas ao ganho de produtividade aplicadas às máquinas e implementos agrícolas. O foco está em soluções nas áreas de preparação e manejo solo, plantio e pulverização. “O Brasil não vai ser mais apenas um parceiro tecnológico, agora seremos os líderes globalmente, para desenvolver as soluções, produzi-las e exportá-las a partir daqui. Será uma grande responsabilidade”, disse Perez.
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