Agrishow: Bosch transfere para o Brasil seu negócio global de agronegócio

Gastón Diaz Perez anunciou investimento de R$ 200 milhões para serem aplicados exclusivamente no setor ao longo dos próximos três anos
Fernando Lopes

Ao longo dos últimos cinco anos, o argentino Gastón Diaz Perez, deixou por muitas vezes sua cadeira de CEO e presidente do grupo Bosch para América Latina em Campinas para viajar até Gerlingen, sede global da companhia.

Sua missão: convencer o board que o Brasil deveria se transformar no novo centro global de produção e desenvolvimento das tecnologias voltadas ao agronegócio da companhia. Na bagagem foram levados todos os argumentos para persuadir a direção global da empresa.

“Temos três safras por ano no Brasil. Qualquer desenvolvimento tecnológico que eu faça, eu consigo testar três vezes. Se estou na Alemanha, eu demoro um ano. Além disso, a capacidade e competitividade dos nossos engenheiros é de primeiro nível”, disse Perez ao NPagro.

Depois de muitas idas e vindas até a Alemanha, a matriz tomou sua decisão em janeiro deste ano. A partir de agora, toda tecnologia da Bosch para fabricação de produtos aplicados ao agronegócio em termos globais será liderada pelo Brasil.

“O crescimento dos nossos clientes locais, mostrando sua capacidade tecnológica, a demonstração que pudemos fazer com nossos engenheiros, mostrando o que nós podíamos fazer, foi convencendo aos poucos a matriz de que era possível”, disse Perez.

Agora, a responsabilidade global de engenharia, desenvolvimento, manufatura e produção do negócio global agro da Bosch vem para a América Latina, tendo o Brasil como o líder global do negócio.

Segundo o executivo, a equipe brasileira será a responsável pelo negócio globalmente, coordenando as atividades da Argentina, Estados Unidos e Alemanha. Para executar o plano, Perez conseguiu um investimento direcionado exclusivamente para a vertical agro da empresa.

A Bosch vai investir R$ 200 milhões nos próximos três anos apenas no desenvolvimento e produção de tecnologias aplicadas ao agronegócio. Em todos os segmentos que atua, a empresa destina anualmente cerca de R$ 1 bilhão para a América Latina em pesquisa, desenvolvimento e capex.

A Bosch está mirando na próxima onda de tecnologias voltadas ao ganho de produtividade aplicadas às máquinas e implementos agrícolas. O foco está em soluções nas áreas de preparação e manejo solo, plantio e pulverização. “O Brasil não vai ser mais apenas um parceiro tecnológico, agora seremos os líderes globalmente, para desenvolver as soluções, produzi-las e exportá-las a partir daqui. Será uma grande responsabilidade”, disse Perez.

CTC inaugura unidade de produção de sementes de cana em Piracicaba

Fábrica absorveu investimentos de R$ 100 milhões e permite a ampliação da oferta da novidade, que promete revolucionar o plantio da matéria-prima

Conab revisa para cima produção de cana-de-açúcar no país na safra 2025/26

Segundo a estatal, volume alcançou 673,2 milhões de toneladas, ainda com queda de 0,5% em relação ao ciclo 2024/25

Coamo e Yara avaliam parcerias relacionadas a novo terminal portuário em SC

Projeto em Itapoá é um dos mais importantes da cooperativa paranaense; início das operações está previsto para 2030

Resenha NPagro: Cenário para o crédito no agro, com Renato Buranello

Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio analisa tendências para o setor

NPagro Cast: Valuation de terras agrícolas, com StoneX

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Indústria

Faturamento da C.Vale caiu 10% em 2024, mas sobras aumentaram 25%

Receita da cooperativa paranaense alcançou R$ 22 bilhões, prejudicada por grãos

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023