Agrishow: Linha amarela ganha espaço no parque de máquinas do agro

Com 20% de participação no agronegócio, JCB projeta aumento de produção para aumentar share no Brasil
Fernando Lopes

A britânica JCB quer roubar espaço da concorrência dentro do agronegócio brasileiro. Com uma participação de mercado de 20% no setor, a empresa trabalha para aumentar sua produção no Brasil para deslocar nomes como Caterpillar, Volvo, Komatsu, entre outros.

No ano passado, a empresa anunciou um investimento de R$ 500 milhões para os próximos cinco anos para expansão da fábrica de Sorocaba, para inclusão de linhas de novos produtos. Nos aportes, que começaram a ser executados em 2024 e seguem até 2028, também está previsto o aumento da rede de distribuição da empresa.

Segundo Adriano Merigli, CEO da JCB para América Latina, a empresa comercializou na região 5,1 mil unidades da linha amarela na região, sendo que 15% foi direcionada para o agronegócio. Com o plano de expansão, a meta é chegar a 10 mil unidades vendidas em 2028.

Adriano Merigli, CEO da JCB para América Latina

“Acreditamos que dentro da empresa, o agronegócio vai continuar com uma participação entre 15% e 17% nos próximos anos. Vamos trabalhar para crescer ainda mais a participação que já temos nas vendas ao setor”, disse Merigli.

A indústria de máquinas da linha amarela está ganhando cada vez mais espaço dentro do agronegócio. Há duas décadas, apenas 5% de tudo o que era vendido pelo setor tinha como destino o agronegócio. Atualmente, essa participação é de 15%.

Dados do setor indicam que uma em cada quatro pás carregadeiras vendidas anualmente para o Brasil seja direcionada à agricultura. Além disso, a cada 100 máquinas da linha amarela vendidas para aplicação agrícola, 30% são pás carregadeiras. Só as usinas de cana têm uma demanda anual por 600 desses equipamentos.

De olho nesse mercado e na atual conjuntura econômica, a brasileira Armac se tornou a maior empresa de locação de equipamentos da linha amarela do país. Listada na B3 desde 2021, a empresa tem 22% de sua receita gerada no segmento agrícola, incluindo portos, ferrovias e fertilizantes. 

A empresa atua nas fazendas, usinas e agroindústrias em operações de cana-de-açúcar, milho, algodão, citros e grãos. O mais recente mercado que a empresa passou a atender foi o de proteína animal, em uma fábrica de rações no Oeste do Paraná. 

“A Linha Amarela é versátil o suficiente para oferecer soluções para diferentes operações, independentemente da cultura agrícola do cliente”, afirma Mairon Karr, gerente sênior de agronegócios da Armac.

Além das tradicionais pás carregadeiras, a Caterpillar tem identificado uma nova tendência dentro do agronegócio. Segundo Dennis Ventura, vice-presidente global de vendas da empresa, as máquinas de pequeno porte estão ganhando cada vez mais espaço no setor.

“Existe uma preocupação cada vez maior com a eficiência das fazendas, não apenas do ponto de vista produtivo, mas também de infraestrutura. A mudança geracional e as tecnologias disponíveis, são alguns dos motivos que justificam essa tendência”, disse Ventura.

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