Amaggi e Inpasa desistem de joint venture para fábricas de etanol de milho

Empresas concluíram que “possuem visões distintas quanto à estrutura e à governança do projeto”, que previa a construção de ao menos três unidades
Fernando Lopes

A Amaggi, maior processadora e exportadora de grãos de capital nacional, e a Inpasa, que lidera a produção brasileira de etanol feito a partir de cereais, informaram ontem que, em comum acordo, encerraram as negociações para a criação de uma joint venture destinada à construção de plantas de etanol de milho em Mato Grosso. As tratativas vieram à tona em agosto, e os planos previam a implantação de pelo menos três unidades.

“A decisão foi tomada após ambas as empresas concluírem que possuem visões distintas quanto à estrutura e à governança do projeto, optando por seguir caminhos próprios neste momento. O processo foi conduzido de forma transparente, colaborativa e com total alinhamento aos princípios de boa governança corporativa”, realçaram as companhias, em nota.

Uma das unidades seria em Rondonópolis, a partir de investimentos de mais de R$ 2,5 bilhões. Campo Novo do Parecis e Querência eram os municípios mato-grossenses mais cotados para receber as outras duas fábricas previstas. A ideia é que cada planta tivesse capacidade para processar cerca de 2 milhões de toneladas de cereais por ano.

A joint venture marcaria a estreia da Amaggi, que faturou US$ 7,5 bilhões em 2024, na área de etanol de cereais. Para a Inpasa, companhia que nasceu no Paraguai e fincou as bases para seu crescimento no Brasil, representaria um avanço considerável nesse mercado, tendo em vista que a empresa, cuja receita anual alcança cerca de R$ 15 bilhões, conta atualmente com seis plantas – uma no Paraguai e cinco no Brasil, onde deverá inaugurar mais uma, na Bahia, em 2026.

 

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