Há exatamente um ano, Wilson Romanini, CEO da Vittia traçou um cenário preocupante para toda a indústria de insumos biológicos para 2024. Naquela época, o segmento ainda convivia com excesso de oferta, preços em queda e margens apertadas.
Em março do ano passado, ele disse que não poderia vender uma fantasia para o mercado diante de uma postura mais retraída dos produtores para tecnologias de maior valor como as produzidas pela Vittia. “A luz no fim do túnel ainda não apareceu”, disse na ocasião.
Doze meses mais tarde, a empresa apresentou ao mercado uma receita anual de R$ 786,6 milhões (+4%), um Ebitda de R$ 133,2 milhões (-6%) e um lucro líquido de R$ 75,3 milhões (-22,6%). Números condizentes com a sinalização dada por Romanini.
“Efetivamente, 2025 vem mais saudável, com uma forma de trabalho mais confortável. Ainda é um ano com vários desafios. Temos uma preocupação muito grande na questão de crédito, que vem encarecendo, e a entrada de recuperações judiciais ainda continuam”, disse o executivo durante reunião com analistas e investidores.
Para ele, os fundamentos estão mais favoráveis para o mercado de insumos em 2025. Os preços das matérias-primas estão mais estáveis, os estoques de passagem estão mais ajustados, o que deve estimular a demanda por parte dos distribuidores.
Entre o otimismo e as preocupações, os resultados para a companhia devem efetivamente começar a aparecer na segunda metade do ano. Historicamente, os seis primeiros meses são de planejamento para os produtores, que ainda estão concentrados na colheita da safra de soja no início do ano e com os preparativos para o plantio e colheita da segunda safra no segundo trimestre.
Na Vittia, todos os olhares se voltam para a colheita no Centro-Oeste, para os níveis de produtividade que serão alcançados no Rio Grande do Sul e para que tudo corra bem com o clima durante a segunda safra de milho. Corre por fora o desconforto com o juros, que permanecem com o viés de alta e sem perspectiva de queda.
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