A Autem Trade Company, distribuidora de fertilizantes com sede em Curitiba (PR), estabeleceu uma parceria com a trading sueca CellMark e ganhou poder de fogo para ajudar produtores rurais e empresas do Brasil a financiar a importação dos insumos, com prazo de pagamento de até cinco meses e juros competitivos em relação às taxas praticadas no mercado.
Além de originar tais operações financeiras e proporcionar à CellMark, que fatura cerca de US$ 4 bilhões por ano, a possibilidade de expandir sua atuação no país, a parceria tem potencial para ampliar as transações no “core business” da Autem, uma vez que novos clientes na área de crédito também poderão optar por adquirir fertilizantes utilizando sua estrutura.
Fundada em 2016, a Autem comercializou 250 mil toneladas no ano passado, ante 220 mil em 2024. Com o avanço, o faturamento bruto da companhia alcançou cerca de R$ 600 milhões em 2025. Segundo Rodrigo Moratelli, gerente comercial da empresa, cerca de 60% das vendas são realizadas diretamente para empresas de adubos, e os demais 40% são fechadas com cooperativas, revendas e grandes produtores rurais.
Para sustentar suas atividades, a Autem conta com filiais em nove Estados do Brasil e estruturas de apoio nas Ilhas Virgens Britânicas e na zona econômica de Ras Al Khaimah. Está construindo um armazém no porto de Paranaguá (PR) para 35 mil toneladas – já com possibilidade de expansão – e recentemente iniciou operações de importação de fertilizantes em portos do Arco Norte.
Inicialmente, afirmou Moratelli, as perspectivas da Autem eram de crescer pelo menos 10% este ano. Mas, em virtude da escalada dos conflitos no Oriente Médio, região que se destaca na produção de fertilizantes nitrogenados, no momento é difícil prever se o cenário será confirmado. Na semana passada, em função de recorrentes reajustes, sequer existia uma lista de preços para referenciar as negociações.
No longo prazo, contudo, a tendência da Autem é de avanço, até porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras do país e sua produção agrícola não para de crescer. “E essa tendência se fortalece com a parceria com a CellMark. Seremos mais uma opção de crédito e um elo com outros importadores”, disse Moratelli.
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