Colheita da safrinha de milho começa a ganhar força, e preços caem

Sinais de oferta volumosa pressionam mercado doméstico, embora em Chicago cotações estejam firmes
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

Foi deflagrada a colheita da safrinha de milho deste ciclo 2024/25 em Mato Grosso e no Paraná, Estados que lideram a produção do cereal no país. Com isso, aponta levantamento da AgRural, os trabalhos foram concluídos em 0,9% da área plantada no Centro-Sul do país até quinta-feira, ante 2% no mesmo período da temporada 2023/24.

Segundo a AgRural, em Mato Grosso o ritmo começou a ganhar força em áreas irrigadas nas regiões médio-norte e oeste. Nas demais áreas a semeadura foi mais tardia e a colheita é pontual. No Paraná, os trabalhos ainda estão concentrados nas lavouras precoces do oeste e do centro-oeste.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada com a segunda safra de milho ocupou 17 milhões de hectares no país no ciclo atual, 3,3% mais que em 2023/24. A estatal prevê avanço de 7,2% no rendimento médio das lavouras, para 5.875 quilos por hectares, e incremento de 10,8% da produção, para 99,8 milhões de toneladas, segunda melhor marca da série histórica da estatal.

Como o clima nos principais polos produtores foi favorável nos últimos meses, a expectativa no mercado é que a safrinha seja ainda mais volumosa. Conforme a Agroconsult, a colheita poderá alcançar 112,9 milhões de toneladas, com aumento de 10,5%. A consultoria estima a área plantada em 17,9 milhões de hectares.

A Consultoria Agro do Itaú BBA realçou que, em virtude da sinalização de uma boa oferta na segunda safra, os preços do grão já estão sendo mais pressionados no mercado doméstico, mesmo que na bolsa de Chicago as cotações permaneçam firmes. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos negociada em Campinas (SP), por exemplo, caiu 11,23% do início deste mês de maio até sexta-feira, para R$ 71,13.

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