Com clima adverso no Centro-Sul, produção brasileira de cana caiu 5,1% na safra 2024/25

Segundo a Conab, volume alcançou 677 milhões de toneladas; produtividade média nacional recuou 9,8%.
Fernando Lopes
(Crédito: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar)

A produção brasileira de cana-de-açúcar alcançou 677 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a temporada, encerrada em abril. Em relação ao ciclo 2023/24, houve queda de 5,1%, motivada pela redução do rendimento médio das plantações – de 9,8% na comparação, para 77.223 quilos por hectare. A área colhida cresceu 5,2%, para 8,77 milhões de hectares.

O recuo da produtividade refletiu, sobretudo, o forte calor e a escassez de chuvas na região Centro-Sul, que responde por 91% da produção do país. “A queimada nos canaviais foi outro fator que atingiu negativamente a produtividade na atual safra, pois o fogo consumiu vários talhões de cana em plena produção”, informou a Conab em boletim divulgado na semana passada.

De acordo com a estatal, a produção de açúcar chegou a 44,1 milhões de toneladas no Brasil em 2024/25, em baixa de 3,4% ante 2023/24. Apesar do encolhimento, foi a segunda melhor marca da história. A produção total de etanol de cana caiu 1,1%, para 29,4 bilhões de litros, enquanto o volume de etanol de milho deverá registrar incremento de 32,4% ao longo da temporada, para 7,8 bilhões de litros.

Ainda conforme a Conab, 92,4% da colheita de cana foi realizada mecanicamente na safra 2024/25, mesmo patamar do ciclo anterior. “O número de colhedoras, no país, saltou de 1.221, na safra 2007/08, para as atuais 4.965. Além da maior quantidade de máquinas, elas estão mais eficientes”, realçou a estatal. No Centro-Sul, o percentual de colheita mecanizada já atinge 98,6%.

Embora a produção de açúcar tenha diminuído, as exportações se mantiveram estáveis em 2024/25. Segundo a Conab, foram embarcadas 35,1 milhões de toneladas, que renderam US$ 16,7 bilhões. Com a queda das cotações, a receita foi 8,2% menor que a observada em 2023/24. As exportações de etanol, por sua vez, caíram 31%, para 1,75 bilhão de litros.   

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