A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 67,6 milhões de sacas de 60 quilos sua estimativa para a produção de café no país este ano. O volume é quase 1 milhão de sacas superior ao previsto pela estatal em maio, e representa um aumento de 19,6% em relação a 2025. A colheita está praticamente encerrada.
O forte aumento reflete a bienalidade positiva da safra da espécie a arábica, que tem no Brasil o maior produtor mundial. No total, a área em produção cresceu 5,1% ante o ano passado, para 1,95 milhão de hectares, e o rendimento médio das lavouras aumentou 13,8%, para 34,6 sacas por hectare.
De acordo com a Conab, a colheita de arábica alcançou 48,2 milhões de sacas, em alta de 34,8% na comparação com 2025. Como de costume, o Estado de Minas Gerais lidera a produção brasileira, com 35 milhões de sacas de 60 quilos estimadas em 2026.
“O ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, são fatores que contribuem para uma boa produtividade nas lavouras de Minas”, destacou a Conab em boletim divulgado nesta quinta-feira.
Para o café conilon, a estatal calcula a produção em 19,4 milhões de sacas, com retração de 6,6% em relação ao ano passado. Embora a área plantada tenha crescido 4%, a redução do rendimento médio das lavouras explica a queda – inclusive no Espírito Santo, que encabeça a colheita nacional da espécie.
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