Os desembolsos de crédito rural para a agricultura empresarial somaram R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses do atual Plano Safra 2026/27, segundo dados divulgados esta semana pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a Pasta, as Cédulas de Produto Rural (CPR) representaram 49,2% do total concedido no período e se consolidaram como o principal veículo de financiamento do setor nessa fase de abertura da temporada.
Do valor destinado ao custeio da produção (R$ 23 bilhões), os médios produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, e os demais responderam por R$ 12 bilhões. Para comercialização, foram liberados R$ 4 bilhões, enquanto para investimentos o total chegou a R$ 3,5 bilhões e para industrialização, a R$ 2,9 bilhões. No caso das linhas de investimento, os destaques foram o Pronamp (R$ 428 milhões), o RenovAgro (R$ 423 milhões) e o Moderfrota (R$ 250 milhões).
Ainda conforme as informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, os recursos obrigatórios foram a principal fonte controlada de recursos para o crédito rural no bimestre julho/agosto, com R$ 9,9 bilhões (41% do total), seguidos pela LCA Controlada, com R$ 6,7 bilhões (28%). Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
“Observa-se, neste início de safra, que as fontes controladas estão se sobressaindo em relação às fontes não controladas, o que se constitui, na prática, em maior volume de financiamentos contratados com taxas de juros mais baixas”, realçou a Pasta, em boletim. Os recursos equalizáveis concedidos no bimestre totalizaram R$ 10,9 bilhões, ante uma programação total de R$ 97,6 bilhões definida para a safra 2026/27.
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento