Exportação de carne de frango começa a se recuperar de queda causada pela gripe

Segundo a ABPA, resultados de julho foram melhores que os de junho, embora ainda tenham ficado abaixo dos de julho de 2024
Fernando Lopes
Ricardo Santin, presidente da ABPA

Ainda enfrentando embargos em mercados importantes como China e União Europeia, as exportações de carne de frango do país voltaram a ficar abaixo do potencial em julho, embora já tenham apresentado recuperação em relação aos resultados de junho graças à retirada das barreiras em destinos como Emirados Árabes Unidos, México e Hong Kong. 

Uma vez cumprido o período de 28 dias de vazio sanitário em Montenegro (RS), onde foi registrado o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial no Brasil – que gerou os embargos à proteína brasileira -, o Ministério da Agricultura enviou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em 18 de junho, documento que oficializou a autodeclaração do Brasil de que o país estava novamente livre da doença.

Com isso, quase 40 países que haviam imposto restrições às exportações brasileiras já suspenderam as travas, mas, segundo o ministério, oito mercados (entre os quais China e UE) continuam a barrar cargas produzidas em todo o Brasil. Outros dez, incluindo Arábia Saudita e Rússia, mantêm suspensas as compras do produto do Rio Grande do Sul, e um número pequeno de importadores seguem sem comprar carne de frango do entorno de Montenegro.

Nesse contexto, os embarques de carne de frango do Brasil alcançaram 399,7 mil toneladas em julho – 16,4% mais que em junho, mas volume 13,8% menor que o registrado em julho de 2024. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita das vendas chegou a US$ 737,8 milhões, com aumento de 15,8% ante o mês anterior e queda de 17% sobre um ano antes.

“Houve um notável restabelecimento do comércio com grande parte das nações que haviam suspendido as importações diante da ocorrência isolada e já superada de influenza aviária em uma granja comercial. Comparativamente, são mais de 50 mil toneladas adicionadas ao nosso fluxo, número que deverá se expandir nos próximos meses com a consolidação das tratativas e a reabertura de todos os mercados”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

Em julho, o principal destino dos embarques do Brasil foram os Emirados Árabes Unidos, com 51,7 mil toneladas, 33,6% mais que no mesmo mês do ano passado. Em seguida vieram Japão, com 42,9 mil toneladas (-9,3%), México, com 36,4 mil toneladas (+45,6%), Arábia Saudita, com 31,4 mil toneladas (+19,7%), Angola, com 16,1 mil toneladas (+68,7%) e Singapura, com 13,6 mil toneladas (+8,8%).

De acordo com a ABPA, de janeiro a julho as exportações atingiram 3 milhões de toneladas, uma leve retração de 1,7% em relação a igual intervalo de 2024. Já a receita proveniente dessas vendas aumentou 1,5%, para US$ 5,6 bilhões. A entidade vai atualizar no dia 20 deste mês suas projeções para produção e exportação da proteína ao longo de 2025.

        

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