Exportações de carne bovina bateram novos recordes mensais em julho

Segundo a Abrafrigo, receita alcançou US$ 1,7 bilhão; problema, agora, é a tarifa adicional imposta pelos EUA, que entrou em vigor na semana passada
Fernando Lopes

As exportações de carne bovina do país bateram novos recordes mensais em julho. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o volume embarcado alcançou 366,9 mil toneladas, com incremento de 27,4% em relação ao mesmo mês de 2024, e a receita obtida com as vendas atingiu US$ 1,7 bilhão, um avanço de 48,4% na mesma comparação, também impulsionado por aumento de preços.

De janeiro a julho, informou a Abrafrigo, os embarques somaram 2,1 milhões de toneladas e renderam US$ 9,2 bilhões, com altas de 19% e 31,3%, respectivamente, ante igual intervalo do ano passado. A China foi o principal destino dos cortes do Brasil ao exterior nos primeiros sete meses de 2025, com 790,3 mil toneladas (+14,6%), ou US$ 4,1 bilhões (+33,7%), mas os Estados Unidos foram o grande destaque da pauta, apesar de uma desaceleração nos últimos meses.

Ainda enfrentando oferta escassa de gado, os EUA diminuíram as importações de carne bovina brasileira desde abril, quando o valor das compras atingiu US$ 306 milhões, maior marca mensal da história. Em julho, foram US$ 183 milhões, e nos primeiros sete meses deste ano o montante chegou a US$ 1,5 bilhão, referentes a 484 mil toneladas.A expectativa é que a curva de baixa se acentue, agora por causa da tarifa adicional de 40% imposta pela Casa Branca às importações de produtos brasileiros.

Somadas a taxa extra de 10% em vigor desde abril e os 26,4% cobrados para volumes que excedem uma cota anual de 65 mil toneladas livre de tarifa – totalmente preenchida nas primeiras semanas de 2025 -, a carne do Brasil passou a pagar 76,4% para entrar no país de Donald Trump, o que representa uma enorme perda de competitividade. Segundo a Abrafrigo, por isso algumas empresas passaram a suspender, desde julho, a produção que seria destinada ao mercado americano.

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