As exportações de carne de frango do país alcançaram 493,2 mil toneladas e renderam US$ 945,4 milhões em fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ambos os resultados representaram novos recordes para o mês. Em relação a fevereiro de 2025, o volume cresceu 5,3% e a receita foi 8,6% superior.
De acordo com a ABPA, a China reassumiu a posição de principal destino dos embarques do Brasil no mês passado, com compras que atingiram 49,4 mil toneladas, praticamente o mesmo nível de um ano antes. Em seguida vieram Emirados Árabes Unidos, com 44 mil (+13,4%), Japão, com 38,2 mil (+38%), Arábia Saudita, com 33,8 mil (+7,3%), África do Sul, com 31,3 mil, e União Europeia, com 30,1 mil toneladas (+46,3%).
“Vimos, em fevereiro, a consolidação da retomada dos embarques para a China, nos mesmos patamares anteriormente praticados para este destino, comportamento também observado nas exportações para a UE. Os efeitos comerciais do foco de influenza aviária registrado na produção comercial do Brasil, em maio do ano passado, foram superados e devem influenciar positivamente o desempenho das exportações nos próximos meses”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota.
O cenário positivo, contudo, depende, em parte, dos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio, inclusive pelos problemas logísticos gerados pela escalada dos ataques e contra-ataques na região nos últimos dias. “São grandes os esforços para a construção de alternativas logísticas que mantenham o fluxo para destinos afetados pelo conflito no Golfo do Oriente Médio”, observou Santin.
No primeiro bimestre do ano, as exportações de carne de frango do Brasil somaram 952,3 mil toneladas, com alta de 4,5% ante igual intervalo de 2025. Em receita, o crescimento na comparação foi de 7,2%, para US$ 1,819 bilhão. Também foram os melhores resultados da histórica para o período.
CARNE SUÍNA
No caso dos embarques brasileiros de carne suína em fevereiro, o volume chegou a 122,1 mil toneladas, com incremento de 6,7% ante o mesmo mês de 2025, e a receita avançou 4,1%, para US$ 284,1 milhões. No primeiro bimestre, conforme a ABPA, foram 238,4 mil toneladas, com crescimento de 8,1% na comparação com igual intervalo do ano passado, ou US$ 554,4 milhões (+8,5%).
Segundo a entidade, as Filipinas ampliaram sua posição como principal destino da carne suína brasileira no exterior. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, 77,4% mais que no mesmo mês do ano passado, seguido por Japão, com 12,1 mil toneladas (+34,8%), China, com 11,1 mil toneladas (-43%), Chile, com 8,8 mil toneladas (+6%), e Hong Kong, com 8 mil toneladas (-40%).
“O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais”, disse Ricardo Santin.
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