A FriGol, frigorífico de carne bovina com plantas em São Paulo e no Pará, além de uma parceria em Rondônia, informou que conclui sua quarta emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que alcançou R$ 250 milhões, montante que superou as expectativas iniciais. A operação teve o Bradesco BBI como coordenador líder, o BTG Pactual como coordenador e a Opea como securitizadora.
Segundo a FriGol, a oferta foi estruturada em três séries, desenhadas para atender diferentes perfis de investidores. A primeira série tem vencimento em cinco anos, com juros de 100% da taxa DI + 2,50% ao ano. A segunda série, também com prazo de cinco anos, tem remuneração prefixada em 16,37% ao ano, enquanto a terceira série possui prazo mais alongado, de sete anos, e será remunerada a IPCA + 11,40% ao ano.
A nova emissão, a segunda com classificação de risco (rating A, segundo a Moody’s), foi destinada a investidores qualificados e profissionais. “Pela primeira vez, alcançamos um público mais amplo de investidores pessoas físicas qualificadas. A forte receptividade demonstra o reconhecimento do mercado ao nosso trabalho consistente de governança, eficiência operacional e disciplina financeira”, afirma Luciano Pascon, CEO da FriGol, em nota.
Como já informou o NPagro, a companhia encerrou o terceiro trimestre do ano passado com lucro líquido de R$ 55,7 milhões, mais de quatro vezes superior ao registrado em igual intervalo de 2024 (R$ 13,1 milhões). Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia cresceu 121,6%, para R$ 109,4 milhões, e sua receita líquida aumentou 32,5%, para R$ 1,2 bilhão. Os abates de bovinos da FriGol somaram 173,1 mil cabeças entre outubro e dezembro de 2025.
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