As importações brasileiras de fertilizantes somaram 28,4 milhões de toneladas de janeiro a setembro, segundo dados divulgados esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Foi o menor volume dos últimos anos, e em relação ao pico alcançado nos nove primeiros meses de 2025 (33,7 milhões de toneladas) houve queda da ordem de 15%.
“A exceção do porto de Santos, todos os importantes portos, por onde transitam os insumos importados, apresentaram redução quando comparados com o mesmo período do ano passado. Algumas fontes consultadas, cogitam de que todo o planejamento está sendo feito com o objetivo de minimizar riscos, a despeito do anúncio da Conab de continuidade da decisão dos produtores, de aumentar a área plantada de grãos na safra 2026/27”, destacou a estatal, em boletim.
“Neste raciocínio, a internalização de fertilizantes, tanto pelos portos do Arco Norte, quanto os situados ao sul do porto de Santos, com as hinterlândias abrangendo a região do Matopiba e a região Sul do país, respectivamente, estaria prejudicada por conta dos riscos climáticos representados pelas expectativas de carência e abundância de chuvas, comprometendo os níveis de produtividades”, completou a Conab.
Pelo porto de Santos, as importações atingiram 6,6 milhões de toneladas de janeiro a setembro, com incremento de 12% ante igual intervalo do ano passado e maior volume em pelo menos cinco anos. Por Paranaguá (PR), tradicional porta de entrada de fertilizantes no país, o volume caiu quase 30% na comparação, para 6,2 milhões de toneladas. Pelos portos do Arco Norte a queda foi de 18%, para 8 milhões de toneladas.
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