Indústria eleva em US$ 1,6 bilhão estimativa para exportações de soja e derivados

Segundo a Abiove, receita total dos embarques deverá alcançar US$ 54,4 bilhões em 2025, 0,8% mais que em 2024
Fernando Lopes
(foto: Tony Oliveira/Sistema CNA/Senar)

A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) voltou a ajustar para cima, pelo segundo mês seguido, sua estimativa para a receita das exportações de soja em grão e derivados (farelo e óleo) do país em 2025. A partir de um cenário mais positivo traçado para os preços dos embarques do grão e do óleo, a entidade passou a projetar o valor total das vendas em US$ 54,397 bilhões, US$ 1,615 bilhão a mais que o previsto em abril. Se confirmado, o resultado representará um aumento de 0,8% em relação a 2024.

Para o grão, a Abiove reduziu a estimativa para o volume em 300 mil toneladas, para 108,2 milhões, ainda 9,5% mais que no ano passado. Mas elevou a conta para o preço médio de US$ 400 para US$ 415 por tonelada, ante US$ 435 em 2024, o que resultou em uma receita de US$ 44,903 bilhões sinalizada para 2025, montante cerca de US$ 1,5 bilhão superior ao previsto em abril e 4,6% maior que o registrado no ano passado. 

No caso do farelo, os números divulgados ontem são os mesmos de abril. A entidade prevê exportações de 23,6 milhões de toneladas (incremento de 2% ante 2024), a um preço médio de US$ 340 por tonelada (-18,9%) – ou seja, uma receita de US$ 8,024 bilhões, 17,2% menor que no ano passado. E para o óleo a equação é formada por um volume de 1,4 milhão de toneladas, preço médio agora de US$ 1.050 por tonelada – eram US$ 970 em abril – e receita de US$ 1,47 bilhão, 12% superior ao valor apurado em 2024.

A Abiove trabalha com uma produção recorde de soja em grão de 169,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, acima das 168,3 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Do total, a entidade projeta que 57,5 milhões de toneladas serão processadas este ano, com produção de 44,1 milhões de toneladas de farelo e 11,4 milhões de toneladas de óleos, números estáveis na comparação com os de 2024.

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