Indústria eleva previsão para volume recorde de exportação de soja em grão

Abiove ajusta estimativa para 108,5 milhões de toneladas, quase 10 milhões a mais que em 2024
Fernando Lopes

Após reduzir em pouco mais de US$ 2,4 bilhões sua estimativa para as exportações de soja e derivados (farelo e óleo) do país, em março, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reviu o número e passou a trabalhar com um cenário um pouco mais otimista. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a entidade elevou a projeção para 2025 em US$ 1,211 bilhão, para US$ 52,782 bilhões, valor ainda 2,2% inferior ao do ano passado (US$ 53,942 bilhões) e distante do recorde de 2023 (US$ 67,317 bilhões).

A correção para cima refletiu, sobretudo, o maior volume projetado para os embarques de soja em grão, que deverá ser o maior da história. A Abiove agora calcula que os embarques da matéria-prima somarão 108,5 milhões de toneladas este ano, 2,4 milhões a mais que o sinalizado em março. Em relação a 2024, o aumento chega a quase 10 milhões de toneladas. O preço médio das vendas foi mantido em US$ 400 por tonelada, 8% menos que no ano passado, e com isso a receita das exportações subiu para US$ 43,4 bilhjões, com leve alta de 1,1%.

Para o farelo, a entidade ainda prevê vendas ao exterior de 23,6 milhões de toneladas, com incremento de 2%. O preço médio previsto subiu US$ 5 ante os cálculos de março, para US$ 340 a tonelada, e receita, assim, deverá atingir US$ 8 bilhões em 2025, 17,2% a menos que no ano passado. No caso do óleo, o volume deverá somar 1,4 milhão de toneladas, mesmo patamar de 2024, o preço médio está previsto em US$ 970 a tonelada, ante US$ 959 em 2024, e a receita tende a atingir US$ 1,358 bilhão, também o mesmo nível do ano passado. 

Ainda de acordo com a Abiove, que representa grandes empresas como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company, Cofco e Amaggi, a colheita brasileira de soja alcançará o recorde de 169,6 milhões de toneladas neste ano (safra 2024/25), 9,9% mais que em 2024. Desse total, 57,5 milhões de toneladas serão esmagadas para a produção de farelo e óleo, um avanço de 3% em igual comparação.

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