Aumentos de colheita, processamento e estoques de soja, quedas das exportações do grão e de óleo, e avanço nos embarques de farelo. Segundo estimativas divulgadas na semana passada pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), essas são algumas das principais tendências para o segmento em 2027.
Em linha com o cenário inicial traçado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Abiove, que reúne gigantes como ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, Cofco e Louis Dreyfus Company, projeta a colheita de soja em 181,6 milhões de toneladas nesta safra 2026/27, um novo recorde 0,7% superior ao alcançado no ciclo 2025/26.
Conforme a entidade, 66 milhões de toneladas do grão serão processadas em 2027, com incremento de 3,8% ante 2026. A produção de farelo deverá atingir 50,8 milhões de toneladas, em alta de 3,6%, e a de farelo tende a somar 13,3 milhões de toneladas, com aumento de 3,7%.
“O forte ritmo de esmagamento reflete a resposta ágil da nossa indústria à crescente demanda nacional por farelo, essencial para a produção de alimentos, e por óleo, fundamental para a fabricação de biocombustíveis e para as exportações”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, em nota.
Para as exportações, a entidade projeta que o volume de soja em grão alcançará 113 milhões de toneladas em 2027, em queda de 0,8% em relação a este ano. Já os embarques de farelo estão previstos em 26,3 milhões de toneladas, com incremento de 4%, e os de óleo de soja deverão chegar a 1,9 milhão de toneladas, em baixa de 2,6%.
Diante desses números, e levando-se em consideração que os estoques iniciais de soja em grão de 2027 estão dimensionados em 7,7 milhões de toneladas, volume 13% maior que os do início de 2026, a Abiove estima os estoques finais da matéria-prima em 8,2 milhões de toneladas, com crescimento de 6,8%.
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