Lucro da Bunge encolhe 17% no primeiro trimestre de 2025

Receita da companhia recuou 13% diante da queda nas vendas de todas as suas unidades de negócio
Fernando Lopes

A gigante do agronegócio Bunge viu seu lucro líquido encolher 17% no primeiro trimestre de 2025. Nem mesmo o aumento da demanda gerado pela guerra tarifária entre Estados Unidos e China evitou a piora nos resultados no período. O lucro da Bunge recuou de US$ 244 milhões para US$ 201 milhões.

Também houve piora do ponto de vista operacional. O lucro antes de juros e impostos (Ebit) da Bunge recuou 46,4%, para US$ 362 milhões. Já a receita passou de US$ 13,4 bilhões para US$ 11,6 milhões, encolhendo 13,2%.

“No primeiro trimestre, nos beneficiamos das mudanças no cronograma de demanda e na atividade dos produtores relacionadas às tarifas e continuamos confiantes em nossa capacidade de continuar a operar, apesar do atual ambiente de mercado”, disse o CEO da companhia Greg Heckman.

Na unidade agrícola, responsável por 70% da receita, a Bunge registrou uma retração de 16% na receita de vendas, para US$ 8,1 bilhões. O volume de vendas passou de 20 milhões para 18 milhões de toneladas, recuando 9,4%. Já o Ebit encolheu 45%, para US$ 268 milhões.

Já a unidade de óleos especiais e refinados viu o volume de vendas cair 3%, para 2,13 milhões de toneladas. Com isso, a receita recuou 4,6%, para US$ 3,1 bilhões.

No primeiro trimestre, a Bunge deixou o mercado de margarinas e cremes na Europa, um negócio que faturava € 450 milhões, após vender a operação para o grupo familiar belga Vandemoortel. A transação incluiu as fábricas na Alemanha, Finlândia, Polônia e Hungria e também 20 marcas de consumo.

No mês passado, foi a vez de anunciar que estava se desfazendo da operação de moagem de milho nos Estados Unidos. A gigante do agronegócio vendeu seus negócios de moagem do cereal e massas secas para a americana Grain Craft. Foram vendidas as plantas de Crete, Atchison, Danville, Muleshoe, Red Oak e Worthington e a unidade de transbordo e embalagem em Querétaro, no México.

Exportações brasileiras de algodão mantiveram ritmo forte em agosto

Segundo a Anea, receita dos embarques cresceu 45,5% ante o mesmo mês de 2025, para quase US$ 180 milhões

Desembolsos de crédito rural somaram R$ 65,7 bilhões no primeiro bimestre da safra

Em julho e agosto, as CPRs, principal veículo de financiamento do setor, representaram 49,2% do total concedido à agricultura empresarial

Receita das exportações brasileiras de carne bovina caiu 15,2% em agosto

Segundo a Abiec, valor alcançou US$ 1,36 bilhão; queda foi causada sobretudo pela retração das importações da China

Resenha NPagro: A nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental na berlinda

Michael Goulart, VP da Ambientare, analisa ações pendentes no STF

NPagro Clima: O início do plantio da safra de verão sob influência do El Niño

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023