A FriGol, frigorífico de carne bovina com plantas em São Paulo (Lençóis Paulista) e no Pará (Água Azul do Norte e São Felix do Xingu) – e, desde o primeiro trimestre deste ano, também com parcerias operacionais em Rondônia -, encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 156,7 milhões, 27,8% menos que em 2024. Na mesma comparação, o lucro da companhia antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou 80,9%, para R$ 323,9 milhões, e sua receita líquida aumentou 21,8%, para R$ 4,46 bilhões. Tanto o Ebitda quanto a receita representaram novos recordes históricos.
A queda do lucro foi influenciada pela elevada base de comparação, uma vez que em 2024 a FriGol foi beneficiada por uma injeção de R$ 141 milhões em imposto diferido de uma decisão favorável transitada em julgado. E, de uma maneira geral, os resultados operacionais foram sustentados pela demanda aquecida por carne bovina brasileira no mercado internacional, com consequente valorização de preços. Nesse contexto, as exportações representaram 56% do faturamento no ano passado, ante 52% em 2024. A China foi o principal destino dos embarques, com fatia de 74% nos volumes vendidos, seguida por Israel.
“No mercado interno, que representou 44% do faturamento, a companhia seguiu focada na expansão das linhas de maior valor agregado — Chef, Angus, BBQ Secrets e Açougue Completo —, que registraram crescimento de 11% no volume comercializado. Vale destacar que o projeto Açougue Completo expandiu com a inauguração de dez novas lojas, encerrando o ano com 65 lojas em supermercados parceiros”, destacou a companhia em texto que acompanha os resultados divulgados. No total, a empresa abateu 648,3 mil bovinos em 2025, 2,6% menos que no ano anterior, e suas vendas de carne e subprodutos somaram 258,8 mil toneladas, em queda de 2,8%.
“Em 2025, a companhia obteve um desempenho financeiro positivo, refletindo as ações estratégicas implementadas, como a reestruturação da dívida e a emissão de CRAs com prazos mais longos. Com um aumento de 43% nos ganhos com aplicações financeiras, fruto do crescimento do saldo de caixa e equivalentes, conseguimos atenuar os impactos do aumento de 46% nas despesas com juros. Esse resultado gerou um impacto favorável no resultado financeiro líquido, que foi negativo em R$ 84,9 milhões, representando uma redução de 34% em relação ao ano de 2024 e um crescimento de 3% comparado a 2023”, informou a FriGol.
A dívida líquida da empresa encerrou o ano passado em R$ 369,9 milhões, com aumento de 74% em relação ao fim de 2024, alavancagem (relação entre Ebitda e dívida líquida) de 1,14 vez, considerada baixa, e caixa de R$ 326 milhões (equivalente a 47% da dívida bruta total e superior a 100% da dívida de curto prazo), em queda de 10%. Os investimentos, por sua vez, superaram R$ 55 milhões, direcionados principalmente à expansão da capacidade operacional e a ganhos de eficiência. Entre os principais aportes realizados, a FriGol cita o projeto de uma nova graxaria na unidade de Água Azul do Norte, ampliação e modernização de túneis e câmaras frias e melhorias de processos industriais.
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