Lucro líquido da FriGol caiu 97,5% no 2º trimestre, para R$ 2,2 milhões

Resultado foi prejudicado pela alta da arroba do boi; Ebitda recuou 65,7%, mas receita líquida atingiu R$ 1,55 bilhão e bateu recorde
Fernando Lopes

A FriGol, frigorífico de carne bovina com operações em São Paulo, Pará e Rondônia, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 2,2 milhões, em queda de 97,5% em relação a igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebida) da companhia caiu 65,7%, para R$ 52,9 milhões, mas sua receita líquida aumentou 57,6% e alcançou R$ 1,55 bilhão, um novo recorde para o período.

Segundo a FriGol, a rentabilidade de seus negócios foi prejudicada pela valorização da arroba do boi no país, em um cenário de menor oferta de gado que afeta o segmento como um todo. A forte queda do lucro também foi influenciada pela elevada base de comparação, uma vez que no segundo trimestre do ano passado a companhia foi amplamente beneficiada pela combinação entre cotações do boi em patamares mais baixos e melhora dos preços da carne no mercado externo, sobretudo na China.

Entre abril e junho deste ano, a receita foi mais uma vez impulsionada pela alta dos preços no país asiático, onde a demanda permaneceu aquecida. Mas a expectativa é de arrefecimento das vendas, uma vez que a cota estabelecida por Pequim para as exportações de carne bovina do Brasil em 2026 (1,1 milhão de toneladas) está praticamente no fim. As exportações responderam por 52,4% da receita bruta trimestral de R$ 1,62 bilhão, enquanto o mercado brasileiro representou 47,6%. 

De acordo com a FriGol, a participação da China na receita oriunda das exportações foi de 75,5%. “No mercado interno, registramos crescimento de 70%, mesmo diante de um cenário de consumo e preços estáveis. Nossa estratégia foi direcionar esforços para produtos de maior valor agregado e ampliar nossa presença em novas praças, como os Estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima”, afirmou Luciano Pascon, CEO da empresa, em nota. 

A FriGol informou, ainda, que encerrou o segundo trimestre com caixa de R$ 468,6 milhões, 127% superior ao registrado no mesmo período de 2025, e alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses) de 2,2 vezes. “A quarta emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), no total R$ 250 milhões, ocorrida em março, deu suporte à estratégia de fortalecimento da posição de caixa, redução do custo financeiro e alongamento do perfil de vencimento da dívida”, realçou a companhia.

 

Lucro líquido da MBRF caiu 19,5% no 2º trimestre, para R$ 69 milhões

Ebitda da companhia cresceu 5,4% ante o mesmo período de 2025; receita líquida aumentou 4,9%, para R$ 40,72 bilhões

Faturamento dos distribuidores de insumos somou R$ 171 bilhões no país em 2025

Segundo dados de pesquisa realizada por Andav e Cepea, montante foi R$ 4 bilhões superior ao de 2024

Conab eleva estimativa para a safra recorde de grãos para 360,8 milhões de toneladas

Volume previsto para 2025/26 é 2,2% maior que o registrado no ciclo 2024/25; soja lidera o incremento

Resenha NPagro: El Niño põe pesquisas agrícolas em alerta

Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC, alerta para dificuldades enfrentadas pelo setor

NPagro Cast: O mercado de bioinsumos, com SRB e CropLife Brasil

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023