Lucro líquido da JBS cresceu 60,6% no 2º trimestre, para US$ 528,1 milhões

Ebitda recuou 7,4% e receita líquida aumentou para US$ 21 bilhões; companhia anunciou novo investimento nos EUA, de US$ 100 milhões
Fernando Lopes

A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de US$ 528,1 milhões, 60,6% mais que em igual intervalo de 2024. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 7,4%, para US$ 1,754 bilhão, e sua receita líquida cresceu 8,9%, para US$ 20,998 bilhões.

Como se tornou regra, a receita líquida foi liderada pela JBS Beef North America, que envolve as operações de carne bovina da empresa nos Estados Unidos, com US$ 6,805 bilhões (avanço de 13,6% ante o segundo trimestre do ano passado). Em seguida vieram a americana Pilgrim’s Pride, com US$ 4,755 bilhões (+4,4%), a JBS Brasil, com US$ 3,581 bilhões (+20,2%), a brasileira Seara, com US$ 2,166 bilhões (-2,5%), a JBS USA Pork, com US$ 2,059 bilhões (-4,8%), e a JBS Australia, com US$ 1,973 bilhões (+19,4%).

O ranking dos melhores Ebitdas ajustados, por sua vez, foi encabeçado, de longe, pela Pilgrim’s, com US$ 817,7 milhões (+4,5%, e margem Ebitda ajustada de 17,2%)). Na sequência aparecem Seara, com US$ 391,8 milhões (+1,2%, margem de 18,1%)), JBS Australia, com US$ 290,2 milhões (+28,5%, margem de 14,7%)), JBS USA Pork, com US$ 253,6 milhões (+5,6%, margem de 12,3%)), e JBS Brasil, com US$ 228,6 milhões (+1%, margem de 6,4%). Já o Ebitda ajustado da JBS Beef North America foi negativo em US$ 233 milhões (margem negativa de 3,4%).

“Nas unidades de negócios de aves, como Seara e Pilgrim’s, a JBS se beneficiou do crescimento da demanda por essa proteína e de mudanças no comportamento do consumidor, como nos Estados Unidos, onde aumentou o total de refeições na residência. A execução operacional das unidades também auxiliou no avanço dos resultados trimestrais. No segmento de carne bovina, com JBS Brasil, JBS Austrália e JBS Beef North America, e carne suína, com JBS Pork, a performance foi resultado da dinâmica comercial. Além disso, a força do portfólio de marcas e mix de produtos com valor agregado contribuíram com a operação”, informou a JBS.

A companhia também destacou, em seu primeiro balanço publicado em inglês após o início das negociações de suas ações na bolsa de Nova York, que encerrou o segundo trimestre com caixa de US$ 3 bilhões e US$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito rotativas, o que lhe permite honrar suas dívidas até 2032. E realçou que sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) recuou para 2,27 vezes no fim de junho, ante 2,77 vezes um ano antes, apesar de diversos investimentos realizados nos últimos meses, sobretudo nos Estados Unidos.

Em maio, a JBS divulgou o plano de destinar US$ 135 milhões para a construção de uma moderna fábrica de produção de linguiças em Perry, Iowa. Antes disso, havia anunciado um aporte de US$ 200 milhões para modernizar suas unidades de carne bovina localizadas em Cactus (Texas) e Greeley (Colorado), e outros US$ 400 milhões para uma nova unidade de alimentos preparados que a Pilgrim’s está construindo no condado de Walker (Geórgia).

Nesta quarta-feira, por sinal, outra tacada foi confirmada: a companhia anunciou um investimento de US$ 100 milhões para adquirir e expandir uma unidade de bacon e linguiças em Iowa, que será a maior do gênero da companhia nos EUA. “Todos esses projetos apoiam a expansão do portfólio de alimentos preparados da JBS e vão ajudar a atender à crescente demanda por esses tipos de produtos por clientes e consumidores”, realçou.

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