Lucro líquido da Marfrig cresceu 13% no 2º trimestre, para R$ 85 milhões

Ebitda recuou 10,8%, para R$ 3 bilhões, e BRF representou 81%; receita subiu para R$ 37,8 bilhões
Fernando Lopes

A Marfrig, uma das maiores empresas de proteínas animais do mundo, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 85 milhões, 13% mais que em igual intervalo de 2024. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia caiu 10,8%, para R$ 3,012 bilhões, mas sua receita líquida aumentou 8,6% e alcançou R$ 37,776 bilhões.

Em comunicado que acompanha os resultados divulgados na noite de ontem, a empresa informa que a queda do Ebitda pode ser explicada pela performance de suas operações na América do Norte, onde o ciclo de baixa oferta de gado ainda prejudica os negócios, e pelos impactos negativos sobre a controlada BRF dos embargos temporários erguidos por países  importadores ao frango brasileiro, em razão do caso de gripe aviária que foi confirmado – e já superado – em Montenegro (RS).

Mesmo com esse problema, a BRF representou 81% do Ebitda consolidado gerencial da Marfrig no segundo trimestre. As operações da companhia na América do Sul responderam por 14%, ao passo que a fatia da América do Norte foi de apenas 5%. No caso da receita líquida, a participação da BRF foi de 40%, enquanto o peso das operações na América do Norte foi de 49% e a América do Sul ficou com 11%.

“A Marfrig tem apresentado um mix de receita distribuído entre os principais mercados consumidores do mundo. No 2T25, os Estados Unidos representaram 46% das vendas totais, acima do mesmo período de 2024. A participação do Brasil foi de 25%, em linha com o 2T24. As receitas das exportações para o Oriente Médio foram de 3% e as receitas provenientes das exportações para China e Hong Kong, atingiram 4%”, realçou a empresa.

De acordo com a Marfrig, sua dívida líquida consolidada atingiu R$ 37,606 bilhões no fim de junho, uma redução de 1,4% em relação a um ano antes. A companhia lembrou que durante o segundo trimestre recomprou R$ 515,3 milhões em ações e investiu R$ 338 milhões para incrementar sua participação na BRF visando à criação da MBRF, fusão já aprovada pelos acionistas das duas empresa que resultará em uma gigante de proteínas e alimentos processados com faturamento superior a R$ 150 bilhões por ano. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) da Marfrig fechou o trimestre em 2,71 vezes.

Na BRF, o lucro líquido alcançou R$ 740,6 milhões entre abril e junho, em queda de 25% na comparação com igual trimestre de 2024. O Ebitda ajustado diminuiu 4,5%, para R$ 2,5 bilhões, enquanto a receita líquida subiu 2,9%, para R$ 15,365 bilhões. A receita no mercado interno cresceu 17% e representou a maior parte dessa receita, com pouco mais de R$ 8,7 bilhões, ao passo que a receita obtida no mercado externo caiu 12% com as travas em países importadores, para R$ 6,5 bilhões.

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