Lucro líquido da MBRF aumentou 27% no 1º trimestre; Ebitda caiu 3%

Receita líquida da companhia, resultado da união entre Marfrig e BRF, alcançou quase R$ 40 bilhões
Fernando Lopes
O empresário Marcos Molina, presidente do conselho de administração da MBRF (foto: Divulgação)

A MBRF, resultado da união entre Marfrig e BRF, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 111 milhões, 26,8% mais que em igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 3,2%, para R$ 3,096 bilhões, e sua receita líquida permaneceu estável em R$ 39,453 bilhões.

Para os negócios da Marfrig com carne bovina, colaboraram os aumentos de volumes vendidos e preços praticados na América do Sul, sobretudo no Brasil, e também os melhores preços na América do Norte, lembrando que o ciclo da pecuária ainda é de baixa oferta de gado nos Estados Unidos. As receitas em ambas as frentes, contudo, foram impactadas pela apreciação do real ante o dólar.

De janeiro a março de 2026, a receita líquida da MBRF em dólares representou 74% do total, levando-se em consideração a soma das receitas obtidas na América do Norte com exportações da Marfrig a partir da América do Sul e também os embarques da BRF. A Operação América do Norte respondeu por 46% da receita líquida consolidada da MBRF no primeiro trimestre, enquanto a fatia da Operação América do Sul foi de 16% e a da BRF atingiu 38%.

Entre os resultados divulgados ontem, a MBRF destacou que seu resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,39 bilhão no primeiro trimestre deste ano, mesmo patamar que de janeiro a março de 2025, que seus investimentos consolidados alcançaram R$ 1,174 bilhão (R$ 239,5 milhões nas operações de beef e R$ 934 milhões na BRF) e que seu fluxo de caixa operacional foi de R$ 1,451 bilhão.

A dívida líquida consolidada da companhia encerrou o trimestre em quase R$ 44 bilhões, um aumento de 15,3% ante um ano antes, e, com isso, sua alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) subiu de 2,69 vezes para 3,37 vezes. 

A MBRF realçou, finalmente, que no dia 3 foi fechado o contrato de investimento entre sua subsidiária BRF GmbH e a HPDC, controlada pelo fundo soberano da Arábia Saudita, por meia da qual a BRF GmbH passou a deter 90% do capital na joint venture Sadia Halal.  No primeiro trimestre, a Sadia Halal registrou receita líquida de quase US$ 600 milhões. 

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