A Minerva Foods e a FriGol estão novamente entre os frigoríficos que alcançaram 100% de conformidade no 3º Ciclo Unificado de Auditorias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne na Amazònia Legal, que envolveram as transações comerciais de gado para abate ou exportação realizadas entre janeiro e 2023 e dezembro de 2024 nos Estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.
As auditorias são frutos de acordos firmados desde 2009 entre o Ministério Público Federal (MPF) e frigoríficos que atuam na Amazônia Legal, e tem por objetivo evitar que a cadeia produtiva seja contaminada pela comercialização de animais provenientes de áreas sem regularização ambiental e com irregularidades como desmatamento ilegal, grilagem, trabalho escravo e invasões a unidades de conservação e a terras indígenas e quilombolas.
Maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a Minerva mais uma vez, pela terceira vez consecutiva, não apresentou irregularidades em suas operações na Amazônia Legal, concentradas em Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. “Neste novo ciclo, além da manutenção do resultado, a companhia ampliou o escopo avaliado com a inclusão das plantas recém-adquiridas nos Estados de Rondônia e Mato Grosso, que também atingiram 100% de conformidade, reforçando a consistência e a robustez dos processos socioambientais da Minerva Foods mesmo em cenários de expansão operacional”, realçou a empresa, em comunicado.
A Minerva reforçou que continua a avançar em seus compromissos com a sustentabilidade de suas atividades, com destaque para o monitoramento de 100% das fazendas fornecedoras diretas em todos os países da América do Sul em que atua, meta que já foi alcançada. No que se refere aos fornecedores indiretos, a companhia informou que avançou na implementação de protocolos que fortalecem a rastreabilidade e o monitoramento socioambiental dos animais.
A companhia também vem expandindo iniciativas como o Programa Reconecta, voltado para a requalificação de fornecedores. Nessa frente, os produtores são orientados sobre eventuais não conformidades identificadas e recebem suporte técnico para a regularização junto aos órgãos competentes, além da adequação às políticas da empresa e à legislação vigente. A partir desses esforços, em 2025 foram reinseridas na cadeia produtiva da Minerva mais de mil propriedades.
A FriGol, por sua vez, voltou a apresentar 100% de conformidade no período em questão em suas operações no Pará, uma vez que em Rondônia a empresa começou a atuar mais recentemente, por meio de parcerias. Foi a quarta vez seguida que a empresa não apresentou qualquer irregularidade, segundo as auditorias conduzidas pelo MPF.
Em nota, a companhia lembrou que seus trabalhos de monitoramento dos fornecedores diretos teve início em 2017, e que agora o principal desafio é ampliar esse controle para os fornecedores indiretos. Nesse sentido, investe no uso de tecnologias e em iniciativas que permitem ampliar a rastreabilidade e a conformidade ao longo da cadeia.
“O monitoramento dos fornecedores indiretos em todos os níveis da cadeia é um dos principais desafios do setor. A FriGol estabeleceu como meta alcançar 100% de monitoramento até 2030, utilizando os mesmos protocolos aplicados aos fornecedores diretos, em todos os biomas e para todas as unidades produtivas”, destacou a empresa, em nota.
Entre os maiores frigoríficos de carne bovina do país, a Marfrig, que conta com plantas em Mato Grosso, também alcançou 100% de conformidade no 3º Ciclo Unificado de Auditorias do TAC da Carne na Amazònia Legal. A JBS, líder mundial em proteínas animais, registrou 0,3% de irregularidades em suas operações no Acre, 2,7% em Mato Grosso, 2,3% no Pará, 1,8% em Rondônia e 1,3% em Tocantins. Segundo a gigante, todas as inconformidades estão relacionadas a aspectos documentais, e não a questões socioeconômicas. A tolerância do MPF para inconformidades foi de 4%.
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