O processamento de cana-de-açúcar alcançou 611,15 milhões de toneladas no Centro-Sul do país na safra 2025/26, segundo dados divulgados na semana passada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Nas contas da entidade, o volume foi 1,7% menor que o registrado no ciclo 2024/25 (621,93 milhões de toneladas).
De acordo com dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) citados pela Unica, a produtividade agrícola média recuou 4,1% na comparação, para 74,4 toneladas por hectare. Houve quedas de 4,3% em São Paulo, o maior Estado produtor do país, 9,4% em Goiás e 15,9% em Minas Gerais, mas aumentos 3,2% em Mato Grosso, 6% em Mato Grosso do Sul e 15,5% no Paraná.
Conforme a Unica, a produção de açúcar atingiu 40,43 milhões de toneladas na temporada que terminou em março, mesmo patamar observado no ciclo 2024/25, enquanto a de etanol de cana diminuiu 3,6%, para um total de 33,72 bilhões de litros – 20,83 bilhões de litros de hidratado (usado diretamente nos tanques dos veículos), em baixa de 7,8%, e 12,89 bilhões de litros de anidro (misturado à gasolina), em alta de 4,2%.
A produção de etanol feito de cereais, sobretudo milho, continuou a crescer e chegou a 9,19 bilhões de litros em 2025/26, 12,3% mais que na safra anterior. No total, somados o etanol de cana e o de milho, as vendas de etanol hidratado no mercado interno alcançaram 20,34 bilhões de litros, enquanto as de anidro subiram 7,1%, para 13,04 bilhões de litros, impulsionadas pela elevação de sua mistura na gasolina, para 30%, em agosto de 2025.
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento