A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, informou que sua moagem de cana-de-açúcar totalizou 10,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre desta safra 2025/26, que teve início em abril do ano passado. Em relação a igual intervalo do ciclo 2024/25 (13,8 milhões de toneladas), houve queda de 23,2%.
Segundo a empresa, os números, ainda preliminares, refletem o processamento da matéria-prima em 29 usinas, incluindo cerca de 1,5 milhão de toneladas moídas na usina Leme, localizada em Piracicaba (SP), cuja venda foi concluída em novembro como parte dos esforços da empresa de reciclar o portfólio de ativos, reduzir o endividamento e gerar mais valor a seus acionistas.
Nos primeiros três trimestres de 2025/26, o processamento somou 70,3 milhões de toneladas, em queda de 9,3% ante o mesmo período de 2024/25. A retração foi influenciada por adversidades climáticas, por queimadas e pela venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas, também em meio à reestruturação em curso.
De acordo com a Raízen, suas vendas de etanol próprio caíram 13,1% no terceiro trimestre da safra atual, para 778 mil metros cúbicos, e 17,7% nos primeiros nove meses do ciclo, para 2,091 milhões de metros cúbicos. Já as vendas de açúcar próprio aumentaram 13,7% no terceiro trimestre, para 1,328 milhão de toneladas, mas recuaram 5,2% no acumulado na temporada, para 3,828 milhões de toneladas.
A produção de etanol de segunda geração (E2G), finalmente, cresceu 39,2% no terceiro trimestre, para 39,2 mil metros cúbicos, e avançou 111,1% nos nove primeiros meses, para 104,9 mil metros cúbicos. Os incrementos foram motivados pela aceleração do ritmo das plantas Univalem, Barra e Bonfim, segundo a companhia.
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento