Projetos de celulose em Mato Grosso do Sul atraem empresas de aluguel de máquinas

Tradicional na construção, mineração e infraestrutura, Armac inicial operação florestal no Estado de olho nas novas fábricas da Arauco e Bracell
Fernando Lopes

Aos 30 anos de idade e tradicional na locação de máquinas e equipamentos para os setores de mineração, construção e siderurgia, a paulista Armac está desembarcando em Mato Grosso do Sul para uma nova investida. 

A empresa acaba de iniciar em Três Lagoas a operação de um novo braço de negócio, dessa vez voltado ao segmento florestal. A ideia é atuar na construção e manutenção de vias e estradas florestais, segmento que tem crescido de forma acelerada nos últimos anos com a instalação de novas fábricas de celulose.

“Operações na região de Três Lagoas são importantes para todo o setor florestal brasileiro. O mercado reúne boa parte das empresas do segmento em um raio de cerca de 300 km desta área”, afirma Bruno Damazo, gerente da unidade de negócios florestais da Armac.

O interesse em Mato Grosso do Sul não é por acaso. A chilena Arauco assinou há algumas semanas o contrato para usufruto de três fazendas no município de Inocência, expandindo a base florestal que vai abastecer a sua fábrica que está sendo construída na mesma cidade. O investimento previsto é de US$ 4,6 bilhões.

Além disso, a indonésia Bracell anunciou em 2024 que vai construir no município de Água Clara uma nova unidade com capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano. O projeto está orçado entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.

Já em operação, a Suzano inaugurou em dezembro sua mais nova planta, Ribas do Rio Pardo. O projeto de R$ 22,2 bilhões possui capacidade de produção de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano.

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