Os embarques de carne bovina do país alcançaram 229,3 mil toneladas e renderam US$ 1,38 bilhão em setembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume caiu 35,1% e a receita foi 27,6% inferior.
O tombo já era esperado, e reflete basicamente a forte redução do ritmo de vendas à China por causa das salvaguardas impostas pelo país asiático, normalmente o principal destino das exportações brasileiras. Pequim destinou ao Brasil uma cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa extra de 55% em 2026, e esse volume já foi atingido.
Em setembro, os embarques à China se limitaram a 12,9 mil toneladas, com receita de US$ 75,2 milhões – quedas de 93,2% e 92,9%, respectivamente, ante um ano antes. Também para a União Europeia as vendas estão bloqueadas desde o dia 3 de setembro, em virtude de divergências em relação ao uso de antimicrobianos.
A principal boa notícia do mês veio dos Estados Unidos, que vivem prolongado período de escassez de gado e criaram uma cota preferencial de 300 mil toneladas para ampliar as importações entre setembro e novembro. No mês passado, os embarques do Brasil aos EUA somaram 48,3 mil toneladas, 389% mais que no mesmo mês de 2025, ou US$ 313,8 milhões (+333,8%).
De acordo com a Abiec, de janeiro a setembro o Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas de carne bovina, volume estável ante igual intervalo do ano passado, e essas vendas renderam US$ 14,17 bilhões, com crescimento de 14,1%. Mesmo com a recente freada, a China liderou as compras nos primeiros nove meses do ano, com 912 mil toneladas, ou US$ 5,59 bilhões.
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