As exportações de carne de frango (in natura e processada) do país alcançaram 500,3 mil toneladas e renderam US$ 984,2 milhões em setembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume cresceu 3,7% e a receita foi 14,7% superior.
De acordo com a entidade, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino dos embarques, com compras de 45,9 mil toneladas, 23,3% mais que em setembro do ano passado. Em seguida vieram União Europeia, com 43,5 mil toneladas (+1.007%), China, com 40,9 mil toneladas (+79.663), Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas (+7,4%), e Japão, com 33,6 mil toneladas (-7,7%).
“As expressivas variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem, especialmente, a baixa base comparativa de setembro de 2025, período influenciado pelas suspensões temporárias adotadas após o único registro de influenza aviária de alta patogenicidade na história da produção comercial brasileira, ocorrência rapidamente superada no ano passado”, realçou a ABPA, em nota.
No caso da União Europeia, explicou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado do mês passado inclui cargas produzidas e certificadas até o dia 2 de setembro. “A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida”, informou a entidade.
De janeiro a setembro, as exportações brasileiras somaram 4,421 milhões de toneladas, em alta de 14% ante um ano antes. A receita acumulada chegou a US$ 8,673 bilhões, com avanço de 21%.
CARNE SUÍNA
Os embarques de carne suína do país, por sua vez, atingiram 135 mil toneladas e geraram divisas equivalentes a US$ 289,3 milhões em setembro, conforme a ABPA. O volume foi 11% menor que no mesmo mês de 2025, e a receita foi 21,5% inferior. As Filipinas puxaram as compras, com 25,7 mil toneladas (-47,7%), seguidas por Japão, com 15,9 mil toneladas (+38,9%), Chile, com 14,4 mil toneladas (+72%), e China, com 11,4 mil toneladas (-16,4%).
Nos nove primeiros meses deste ano, as exportações da proteína chegaram a 1,192 milhão de toneladas, com crescimento de 6,2% em relação a igual intervalo de 2025. Nesse caso, a receita subiu 1,3%, para US$ 2,737 bilhões.
“O resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais. Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo, com médias mensais acima de 130 mil toneladas e crescimento superior a 6% em volume”, destacou a ABPA.
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