A redução do volume de chuvas na maior parte dos polos de produção permitiu o avanço da colheita da safrinha de milho na semana passada. Segundo levantamento da AgRural, até quinta-feira os trabalhos foram concluídos em 28% da área plantada no Centro-Sul do país no ciclo 2024/25, ante 18% uma semana antes. Mas o atraso continua. No mesmo período da temporada 2023/24, o percentual já havia chegado a 63%.
“Em Mato Grosso, Estado que lidera os trabalhos, as noites frias e a formação de orvalho ainda limitaram o ritmo da colheita, mas as produtividades reportadas continuaram excelentes. Nos demais Estados, a alta umidade dos grãos também fez as colheitadeiras avançarem em marcha lenta. A boa notícia é que produtores de áreas atingidas por geadas no Paraná e em Mato Grosso do Sul relatam que as perdas causadas pelo fenômeno foram menores do que se estimava inicialmente”, informou a consultoria.
Antes das geadas, a AgRural elevou sua estimativa para a colheita da atual safrinha para 103,4 milhões de toneladas, volume recorde 13,3 milhões de toneladas superior ao calculado para a segunda safra de 2023/24. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), serão 101 milhões de toneladas, com incremento de 12,2%, fruto de uma área de cultivo de 17 milhões de hectares (+3,7%) e de um rendimento médio de 5.925 quilos por hectare (+8,1%).
Conforme relatório divulgado na semana passada pela Consultoria Agro do Itáu BBA, a produção da safrinha deverá ficar entre 105 milhões e 110 milhões de toneladas, em virtude do clima “extremamente positivo”, enquanto nos cálculos da Agroconsult o volume poderá chegar a 123 milhões de toneladas.
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