A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e algodão do país, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 245,1 milhões, com aumento de 75,3% em relação a igual intervalo de 2025. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia cresceu 4,3%, para R$ 580,6 milhões, e sua receita líquida aumentou 16,8%, para R$ 2,176 bilhões.
Segundo a empresa, a melhora dos resultados foi diretamente influenciada por seu bom desempenho nos mercados de algodão em pluma, soja e bovinos. No caso do algodão, o resultado bruto médio registrou incremento de 9,3%, para R$ 3.634 por tonelada, enquanto no da soja a alta foi de 4,3%, para R$ 530 por tonelada, e no dos bovinos o avanço chegou a 19,9%, para R$ 1.225 por cabeça.
A companhia vendeu 568,3 mil toneladas de soja no trimestre, com aumento de 9,8%, 93,1 mil toneladas de algodão em pluma (+21,9%) e 12,8 mil cabeças de gado (+52,3%). “Finalizamos a colheita da soja com produtividade recorde de 4.146 quilos por hectare, 4,7% superior ao realizado na safra anterior. Na cultura do algodão, os resultados observados até o momento reforçam a expectativa de uma das melhores safras da história da companhia”, realçou a SLC.
A geração de caixa livre da empresa permaneceu negativa no segundo trimestre, em virtude da maior necessidade de capital de giro para o custeio da safra, e os investimentos aumentaram 22% na comparação com igual período de 2025, para R$ 259,3 milhões. A dívida líquida ajustada da empresa encerrou junho em R$ 7,5 bilhões, R$ 2,3 bilhões a mais que em 2025, sob influência do capital de giro e do pagamento de arrendamentos. Assim, a alavancagem da SLC cresceu para 3,09 vezes.
“Mesmo diante do aumento da dívida líquida decorrente da expansão operacional, mantivemos o alongamento dos prazos de vencimento. Estamos com a maior parte do custeio da safra 2025/26 paga, mas ainda temos 100% da cultura de algodão e 99% da cultura do milho para serem faturadas e entregues aos clientes, o que vai ajudar na redução da alavancagem no segundo semestre. Além disso, fixamos boa parte das vendas para a safra 2025/26: 90,2% da soja, 94,7% do algodão e 54,1% do milho”, informou a companhia.
A SLC também destacou que concluiu a remensuração de seu portfólio de terras. “As propriedades próprias, juntamente com aquelas vinculadas às associações com os FIPs, foram avaliadas em R$ 13,5 bilhões, com valorização do preço médio do hectare agricultável. Esse resultado reforça a qualidade dos ativos da companhia, que, nos últimos 5 anos, obtiveram ganho real anual de 8,4%”.
Após o encerramento do trimestre, a companhia anunciou a aquisição de 8,9 mil hectares agricultáveis do Grupo Radar e a manutenção do arrendamento de outros 8,7 mil hectares junto aos novos arrendatários – ou seja, sem mudanças na área operada (5,3 mil hectares até a safra 2029/30, 0,9 mil hectares até a safra 2026/27 e 2,5 mil hectares já recontratados a partir do vencimento do contrato vigente no final da safra 2026/27, por mais 15 anos, com um custo de 19,5 sacos por hectare).
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