Conab eleva estimativa para a safra recorde de grãos para 360,8 milhões de toneladas

Volume previsto para 2025/26 é 2,2% maior que o registrado no ciclo 2024/25; soja lidera o incremento
Fernando Lopes
Soja voltará a liderar a receita agrícola no país (foto: Jaelson Lucas/AEN)

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou para 360,8 milhões de toneladas sua estimativa para a produção recorde de grãos no país na safra 2025/26. O volume é 0,2% maior que o previsto no mês passado e, se confirmado, representará um aumento de 2,2% ante o ciclo 2024/25 (352,3 milhões de toneladas).

O leve incremento realizado decorre de um melhor cenário traçado para a safrinha de milho, cuja colheita está na reta final. A Conab passou a calcular a colheita da segunda safra do cereal em 111 milhões de toneladas, cerca de 1,5 milhão a mais que o estimado em julho mas volume ainda 1,9% inferior ao da safrinha passada. Com isso, a produção total de milho do Brasil passou a ser projetada em 143 milhões de toneladas em 2025/26, em alta de 1,3% sobre 2024/25.

No caso da soja, carro-chefe do agro brasileiro, a estatal sinaliza que a colheita, já encerrada, chegou a 180,5 milhões de toneladas, um novo recorde 5,2% superior ao do ciclo 2024/25. A Conab estima a produção de arroz do país em 11,1 milhões de toneladas, em queda de 13,1%, a de feijão em 3 milhões de toneladas, em baixa de 3,2%, e a de algodão em pluma em 4,1 milhões de toneladas, praticamente estável.

Para o trigo, a estatal reduziu sua projeção para 5,8 milhões de toneladas, com forte queda de 26,2% na comparação com a safra passada. A área plantada recuou 20,4%, em boa medida graças aos riscos climáticos ampliados pelo fenômeno Niño na região Sul do país, e o rendimento médio das lavouras deverá cair 7,2%.

IBGE

Nas contas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também atualizou seu cenário nesta quinta-feira, a colheita de grãos totalizará 353 milhões de toneladas em 2026, 2% mais que no ano passado e também um novo recorde. Soja, milho e arroz deverão responder por 92,9% do total, e a região Centro-Oeste tende a representar 50,5% da colheita.

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