Faturamento dos distribuidores de insumos somou R$ 171 bilhões no país em 2025

Segundo dados de pesquisa realizada por Andav e Cepea, montante foi R$ 4 bilhões superior ao de 2024
Fernando Lopes

O faturamento dos distribuidores de insumos agrícolas e veterinários somou R$ 171 bilhões em 2025, segundo dados incluídos na 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição, realizada pela Andav, que representa as empresas do segmento, em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Em relação a 2024, houve aumento de R$ 4 bilhões.

Do montante total, R$ 105 bilhões vieram da venda de insumos, R$ 43 bilhões da comercialização de grãos e R$ 23 bilhões de máquinas e serviços, entre outros produtos. As informações foram divulgadas na semana passada durante o Congresso Andav 2026, na capital paulista.

De acordo com a pesquisa, a soja se manteve como a principal cultura atendida pelos distribuidores, com participação de 43% no bolo. O milho veio na sequência, com fatia de 20%. Entre os insumos, os defensivos químicos mantiveram a liderança, com 43% do faturamento total, seguidos por fertilizantes para o solo (17%) e sementes (16%).

“A solidez do setor reflete-se na longevidade de suas operações, visto que 82% das empresas acumulam mais de 11 anos de atuação no mercado, construindo uma base de experiência indispensável para mitigar os riscos inerentes à volatilidade do agronegócio”, destacou a Andav, em nota. 

Em geral, os distribuidores são responsáveis por 47% do volume de insumos adquiridos pelos produtores rurais no Brasil, e o número de lojas aumente é 3,5% maior que em janeiro de 2025. “Para os próximos anos, o cenário é de otimismo estratégico, porém cauteloso: 32% das empresas de distribuição de insumos agropecuários pretendem abrir novas unidades até 2028”, informou a Andav.

Prejuízo da Raízen recuou 11% no 1º trimestre do exercício, para R$ 1,6 bilhão

Ebitda da companhia, que pediu recuperação extrajudicial, mais do que dobrou, para R$ 3,8 bilhões, e receita líquida cresceu para R$ 51,5 bilhões

Lucro líquido da FriGol caiu 97,5% no 2º trimestre, para R$ 2,2 milhões

Resultado foi prejudicado pela alta da arroba do boi; Ebitda recuou 65,7%, mas receita líquida atingiu R$ 1,55 bilhão e bateu recorde

Lucro líquido da MBRF caiu 19,5% no 2º trimestre, para R$ 69 milhões

Ebitda da companhia cresceu 5,4% ante o mesmo período de 2025; receita líquida aumentou 4,9%, para R$ 40,72 bilhões

Resenha NPagro: El Niño põe pesquisas agrícolas em alerta

Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC, alerta para dificuldades enfrentadas pelo setor

NPagro Cast: O mercado de bioinsumos, com SRB e CropLife Brasil

Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente

Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento

MAIS LIDAS

ESG

Pecuária sustentável: O “green lot” da família Costabeber em São Sepé

Modelo de produção da Fazenda Pulquéria, importante fornecedora da Minerva no Rio Grande do Sul, privilegia bem-estar dos animais e rende bons preços

Economia

Ministério da Fazenda suspende financiamentos do Plano Safra 2024/25

Secretaria do Tesouro enviou ofício às instituições financeiras determinando a suspensão de novas contratações de crédito rural subvencionado

Produção

IBGE confirma abate recorde de 16,9 milhões de fêmeas em 2024

Volume histórico representou 43% de todo abate da pecuária bovina no ano passado e um crescimento de 19% em comparação aos dados de 2023