A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, encerrou o primeiro trimestre de seu exercício 2026/27, em junho, com prejuízo líquido de R$ 1,642 bilhão, em queda de 11% em relação a igual intervalo do ano-fiscal anterior. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia cresceu 126%, para R$ 3,848 bilhões, e sua receita líquida aumentou 4%, para R$ 51,46 bilhões.
Segundo a empresa, que em julho teve seu plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça, a melhora dos resultados refletiu, sobretudo, a performance do segmento de Distribuição de Combustíveis, no qual houve incremento de volumes comercializados e ganhos de eficiência. No segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia, em contrapartida, recuaram a produção, os volumes vendidos e os preços do açúcar, além da hibernação e da alienação de cinco usinas na safra anterior.
A dívida líquida da Raízen, por sua vez, alcançou R$ 56,87 bilhões no fim do primeiro trimestre, em alta de 15,5% ante o mesmo período do exercício 2025/26. Em relação ao quarto trimestre de 2025/26, contudo, o montante é 2,3% menor, graças ao desinvestimento da operação da Argentina, em linha com o plano de recuperação.
“No segmento de Distribuição de Combustíveis e Lubrificantes, apresentamos um desempenho consistente, sustentado pela força da marca Shell, pela proximidade com nossa rede de revendedores e distribuidores, e pela robustez de nossa plataforma logística (…) Em Etanol, Açúcar e Bioenergia, continuamos operando em um cenário impactado pelas condições climáticas e por uma conjuntura menos favorável de preços de commodities”, destacou a Raízen.
A empresa também lembrou que, após o anúncio da venda das operações na Argentina, continuou a simplificar o portfólio com a venda da usina Caarapó, em Mato Grosso do Sul. “Essas transações [sujeitas à aprovação do Cade] reforçam nossa estratégia de direcionar capital e esforços para ativos e operações com maior potencial de geração de valor, reduzindo complexidades e fortalecendo a qualidade do nosso portfólio”, realçou.
Com 24 usinas em operação no primeiro trimestre do exercício, o Raízen moeu 19,7 milhões de toneladas de cana, 2% menos que entre abril e junho do ano passado. Assim, a produção de açúcar recuou 13,6%, para pouco mais de 1 milhão de toneladas, enquanto a de etanol cresceu 9,4%, para 737 mil metros cúbicos. No caso do etanol celulósico, de segunda geração, a produção permaneceu estável em 28 mil metros cúbicos.
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