Os abates de bovinos somaram 715,3 mil cabeças em Mato Grosso em outubro, 9% mais que em setembro e um novo recorde mensal, segundo levantamento divulgado na segunda-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato). De acordo com o órgão, a participação de fêmeas caiu para 39,3%, e a alta foi impulsionada pelo incremento nos abates de machos provenientes do segundo giro de confinamento.
No cenário traçado pelo Imea, deverão ser terminadas em confinamento 928,7 mil cabeças de gado em confinamento em 2025, um aumento de cerca de 4% em relação ao ano passado. A alta reflete as boas margens dos pecuaristas do Estado, que estão com relação de troca favorável em relação ao milho mesmo que com a diária para produção de animais tendo subido 16,5% este ano ante 2024, para R$ 13,79.
O levantamento do Imea apontou que a adesão dos criadores ao sistema de confinamento caiu de 85,7%, no ano passado, para 69,6%, em 2025, mas quem aderiu ampliou a escala – dá o avanço do número total. O semiconfinamento e a terminação intensiva a pasto (TIP) também registraram crescimento. Farelo de algodão, milho e DDG (subproduto da produção de etanol de milho) ganharam espaço nas dietas dos animais, conforme o Imea.
Nesse contexto, o órgão realça que a oferta de gado permanece elevada neste mês de novembro, mas com leve redução, “tendo em vista que o pico de oferta geralmente ocorre no terceiro trimestre, acompanhando o fluxo de saída dos lotes de confinamento”. Mato Grosso abriga o maior rebanho bovino do país e também se destaca na produção e nas exportações de carne.
Inscreva-se para receber
as notícias gratuitamente
Ao inserir seu e-mail, você concorda em receber a newsletter do NPAgro. Você pode cancelar sua inscrição a qualquer momento