Agroindústria desacelera e acende luz amarela para desempenho de 2025

Produção medida pela FGV recuou 3,1% em novembro, a primeira queda desde agosto. Dólar e enfraquecimento da economia já geram preocupação no setor
Fernando Lopes

A produção agroindustrial medida pela FGV recuou 3,1% no mês de novembro de 2024. Essa foi a primeira queda registrada desde agosto do ano passado e foi motivada pela retração generalizada entre os segmentos analisados, porém, a maior queda foi observada nos alimentos e bebidas (-5%).

Ainda que a perspectiva de uma safra de grãos maior do que a anterior, a desaceleração da economia brasileira e o dólar em patamares ainda elevados começam a preocupar a agroindústria. Segundo a FGV, dúvidas em relação ao desempenho do setor em 2025 começam a ser levantadas.

Dentro do segmento de produtos alimentícios e bebidas, foram as bebidas as grandes responsáveis por puxar o indicador para baixo em novembro. Segundo a FGV, a produção de bebidas não-alcoólicas encolheu 10,6%. No caso das alcoólicas também houve queda (-6,2%), porém, em menor intensidade.

Entre os alimentos, os de origem vegetal recuaram 9,4% diante da menor produção das indústrias de arroz, açúcar, trigo e conservas. A queda só não foi maior devido à expansão registrada nas empresas de café e óleos e gorduras.

Já a produção de alimentos de origem animal teve sua primeira queda (-0,8%) desde fevereiro de 2023, em especial por conta dos laticínios e pescados. A alta na produção de carnes evitou uma desaceleração maior na categoria.

A queda de novembro, no entanto, não alterou a tendência de crescimento esperada para 2024. Entre janeiro e novembro, a produção agroindustrial brasileira acumula um crescimento de 2,2%. Esse é o melhor resultado para o período desde 2010.

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