Cade aprova incorporação das ações da BRF pela Marfrig

Operação dará origem à MBRF, uma companhia com receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano
Fernando Lopes
O empresário Marcos Molina, fundador e controlador da Marfrig

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, sem restrições, a incorporação das ações da BRF pela Marfrig. Anunciada em meados do mês passado, a operação dará origem à MBRF Global Foods Company, uma companhia com vendas em 117 países, forte presença nos Estados Unidos e no Oriente Médio e receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano.

Com a complementaridade de portfólios de Marfrig e BRF, a nova MBRF nascerá com participações expressivas nos mercados de proteínas animais in natura (frango, suínos, peru e bovinos), alimentos processados (refeições prontas, salsichas, embutidos, frios, patês, hambúrgueres, enlatados, pré-cozidos e charque), pet (rações e petiscos) e ingredientes (farinha de vísceras, gorduras e hidrolisados).

Com as sinergias que deverão ser geradas nas áreas de suprimentos, vendas, logística e administrativa, o impacto esperado no resultado da MBRF após juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) supera R$ 800 milhões por ano. Já com a aceleração do aproveitamento de créditos fiscais e a amortização do step-up dos ativos da BRF para otimização da carga tributária, o impacto fiscal previsto chega a R$ 3 bilhões

Uma vez aprovada pelo Cade, a fusão agora será avaliada em assembleias gerais extraordinárias das duas companhias. A expectativa é que o fechamento da transação aconteça no fim do mês que vem. Vale lembrar que, no processo de combinação dos negócios, cada ação da BRF dará direito ao recebimento de 0,8521 ação da Marfrig. A empresa de Marcos Molina detém, atualmente, 50,49% da dona das marcas Sadia e Perdigão.

 

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