A colheita de café deverá somar 66,7 milhões de sacas de 60 quilos neste ano, segundo estimativa divulgada na semana passada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume será 18% superior ao calculado pela estatal para 2025 e representará um novo recorde histórico.
O incremento previsto é resultado de aumentos tanto na área quanto na produtividade média das lavouras. No cenário traçado pela Conab, a área crescerá 3,9%, para 2,34 milhões de hectares (1,94 milhão de hectares em produção e 401,7 mil em formação), enquanto a produtividade atingirá 34,4 sacas por hectares, em alta de 13%. Vale lembrar que se trata de uma safra de bienalidade positiva para a espécie arábica.
De acordo com a Conab, a produção de arábica tende a chegar a 45,8 milhões de sacas em 2026, com crescimento de 28% ante o ano passado e terceira melhor marca da série histórica da estatal, atrás apenas dos resultados de 2018 e 2020. Também pesa para o avanço projetado as condições climáticas favoráveis. A colheita de café conillon, por sua vez, deverá aumentar 0,8%, para 20,9 milhões de sacas.
Apenas em Minas Gerais, principal produtor de café no país e Estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação ao volume total produzido na safra anterior”, realçou a Conab, em boletim.
Conforme a estatal, “o bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, fatores que contribuem para uma boa produtividade”. No Espírito Santo, segundo maior Estado produtor, líder em conilon, a estimativa é de alta de 3% na produção, para 18 milhões de sacas.
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